Petrobras Mantém Estabilidade nos Preços dos Combustíveis Apesar das Tensões Globais
Diante da escalada do preço do petróleo causada pelo conflito no Oriente Médio, a Petrobras, sob a liderança da presidente Magda Chambriard, assegura não realizar mudanças abruptas no preço dos combustíveis no Brasil. A estatal tem como estratégia o aumento de produção para fortalecer a segurança energética nacional.
Com a eclosão dos conflitos entre Estados Unidos, Israel e Irã no fim de fevereiro, a região, que engloba grandes produtores de petróleo e o estratégico Estreito de Ormuz, viu seu abastecimento de cerca de 20% da produção mundial ser comprometido. Diante disso, os preços internacionais do Brent atingiram marcos elevados, ultrapassando US$ 120 o barril.
“A nossa proposta é estabilizar os preços e evitar sustos para o consumidor brasileiro. Estamos aumentando nossa produção de derivados para compensar qualquer falta no mercado internacional”, explicou Chambriard em uma coletiva de imprensa no Rio de Janeiro.
Em resposta à crise e para conter a alta nos preços internamente, o governo já isentou tributos federais sobre os combustíveis e instituiu um regime de subvenções para produtores e distribuidores.
Enquanto o óleo diesel e o querosene de aviação sofreram reajustes desde o início do conflito, as tarifas da gasolina permaneceram inalteradas, beneficiadas também pela competitividade com o etanol, cujo preço caiu recentemente. “Observamos tanto os preços quanto a nossa participação no mercado, além da concorrência direta com o etanol, que é uma vantagem para o consumidor brasileiro”, detalhou a presidente.
Ainda sobre o mercado de gasolina, Angelica Laureano, diretora de Logística, Comercialização e Mercados da Petrobras, reforçou que um possível reajuste não depende apenas de propostas legislativas como o Projeto de Lei Complementar (PLP) 67/2026, que visa zerar alíquotas de PIS/Cofins e Cide sobre combustíveis.
O desempenho da empresa também se mostrou robusto com um record de produção de óleo e gás no primeiro trimestre de 2026, com um aumento de 16,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. Chambriard notou que, apesar do aumento nos preços globais de petróleo, as receitas da Petrobras serão impactadas nos resultados do segundo trimestre, devido às práticas de precificação no mercado asiático.
Esse ajuste na precificação mostra um alinhamento com as expectativas de longo prazo da empresa, que segue investindo para garantir estabilidade e continuar como uma pilar de segurança energética no país.
Petrobras busca aumento de produção para mitigar efeitos da guerra
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