EconomiaEUA impõem novas sanções a Cuba e intensificam pressão econômica

EUA impõem novas sanções a Cuba e intensificam pressão econômica

EUA Intensificam Sanções a Cuba, Aumentando Crise Econômica na Ilha

Em um cenário marcado pela intensificação das tensões globais, especialmente a guerra no Irã, os Estados Unidos decidiram aumentar a pressão econômica sobre Cuba por meio de novas sanções. A mais recente ação da Casa Branca atinge diretamente a empresa estatal Gaesa, administrada pelas Forças Armadas de Cuba, e a joint venture Moa Nickel (MNSA), que envolve a Companhia Geral de Níquel de Cuba e a canadense Sherritt International. Este movimento levou a empresa canadense a suspender suas operações na ilha, impactando severamente o já combalido setor do níquel cubano, um dos poucos segmentos industriais ainda em funcionamento. Em comunicado, a Sherritt International afirmou que a decisão dos EUA prejudica suas atividades normais de negócios, sublinhando a gravidade da situação econômica em Cuba.

A Gaesa, um conglomerado que opera em diversos setores, incluindo construção e turismo, também foi alvo das sanções. Entre as lideranças sancionadas está Ania Lastres, economista e general de brigada, que ocupa a presidência da Gaesa desde 2022. A acadêmica Caridade Massón Sena, professora da Universidade Federal de Uberlândia e especialista na matéria, observou que a indústria do níquel era uma importante fonte de divisas para Cuba e a saída da Sherritt pode agravar ainda mais a crise econômica da ilha. Na avaliação de Massón, os empresários internacionais podem se sentir intimidados e decidir retirar seus investimentos, criando um efeito dominó na economia cubana.

Em resposta às sanções, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, justificou que estas visam proteger a segurança nacional dos EUA. Por outro lado, o presidente cubano Miguel Díaz-Canel denunciou as medidas como uma forma de agressão unilateral e uma tentativa de seus governantes de desviar a atenção de suas falhas em outras frentes geopolíticas.

Bloqueio Agrava Crise em Cuba

A nova sanção, publicada em 8 de outubro, é mais um componente do bloqueio econômico que vem se intensificando nas últimas décadas. Com o bloqueio naval contra a Venezuela a partir do final de 2025, Cuba enfrenta dificuldades severas para obter petróleo, levando a uma escassez de combustíveis e um aumento nos apagões, além da elevação dos preços de produtos essenciais e uma drástica redução no transporte público.

A situação é descrita por muitos cubanos, consultados pela Agência Brasil, como a mais crítica que o país já enfrentou. A professora Caridade Massón criticarão que, enquanto os cubanos lidam com as consequências diretas dessas ações, o mundo assiste em silêncio à interferência dos EUA em assuntos internos de nações soberanas.

Acusações de Corrupção

A situação se agrava com as alegações dos EUA de que a Gaesa estaria envolvida em práticas corruptas. No entanto, Massón questiona a falta de provas concretas contra a empresa, sugerindo que essa narrativa possa servir a interesses políticos mais amplos. Em suas palavras, a instituição é acusada de desviar recursos gerados pelo turismo, um dos setores mais lucrativos da economia cubana, embora sem evidências que sustentem essas afirmações.

A Narrativa da Ameaça

O governo dos EUA justifica as sanções alegando que o regime cubano representa uma ameaça à segurança nacional americana, principalmente por supostamente abrigar atividades adversárias com países como China e Rússia. Entretanto, especialistas e representantes do governo cubano consideram essas afirmações infundadas, ressaltando que o embargo de mais de seis décadas contraria normas do direito internacional, uma vez que não possui a autorização do Conselho de Segurança da ONU.

A crescente pressão econômica e as medidas coercitivas dos Estados Unidos reforçam a tentativa de desestabilizar o governo cubano, que enfrenta desafios internos e externos em um contexto de crise prolongada. A situação, marcada por tensões políticas e sociais, continua a despertar preocupações sobre o impacto real das sanções na vida dos cidadãos cubanos.

EUA aumentam pressão contra Cuba com novas sanções econômicas

Fonte: Agencia Brasil.

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