Em meio às tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos, a Câmara Americana de Comércio no Brasil (Amcham) apela ao governo brasileiro para evitar a adoção de medidas de retaliação em resposta às tarifas impostas pelos EUA. A Amcham recomenda que se priorize o diálogo para solucionar os conflitos.
Na última quinta-feira, o governo brasileiro iniciou formalmente um processo de avaliação sob a Lei da Reciprocidade Econômica para determinar uma possível resposta às tarifas norte-americanas. Essa medida, contudo, não significa uma decisão imediata de aplicar contratarifas ou outras ações restritivas. O processo é inicialmente um exame detalhado sobre a necessidade e justificação para tais respostas conforme as leis brasileiras.
A Amcham, representando empresas de ambos os países com interesses mútuos em comércio bilateral, defende que as retaliações devem ser evitadas devido aos riscos associados de inflacionar custos para empresas e consumidores, prejudicar cadeias produtivas e impedir investimentos. Além disso, a entidade alerta que medidas extremas poderiam intensificar conflitos comerciais e políticos, dificultando esforços negociais.
Um estudo realizado pela Amcham revelou que a vasta maioria, 90,5% das empresas envolvidas, são favoráveis ao fortalecimento do diálogo diplomático e comercial, ao passo que apenas 3,2% apoiam ações de reciprocidade direta. A entidade enfatiza a importância de uma estratégia equilibrada e moderada, avaliando cuidadosamente os impactos potenciais, com envolvimento ativo do setor empresarial nas discussões.
O Ministro da Fazenda, Dario Durigan, ressaltou que a opinião das empresas, tanto brasileiras quanto estrangeiras, será considerada para entender os possíveis efeitos de aplicar a Lei da Reciprocidade. A posição da Amcham é clara: um ambiente de negociação aberta e diálogo é crucial para evitar escaladas e buscar soluções eficazes e menos disruptivas para todos os envolvidos.
Amcham defende que adoção de reciprocidade contra os EUA seja evitada
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