Taxa de Desocupação no Brasil Apresenta Aumento no Primeiro Trimestre de 2026
A taxa de desocupação no Brasil atingiu 6,1% no trimestre encerrado em março de 2026, refletindo um aumento de um ponto percentual em relação ao trimestre anterior, que registrou 5,1%. Apesar do crescimento, o número demonstra uma queda de 0,9 ponto percentual em comparação ao mesmo período do ano passado (março de 2025), quando a taxa era de 7,0%. Esta taxa é a menor registrada para um trimestre encerrado em março desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), em 2012.
No primeiro trimestre de 2026, a população desocupada alcançou 6,6 milhões, com um crescimento de 19,6% em relação ao trimestre anterior, embora tenha recuado 13,0% no confronto anual. A população ocupada totalizou 102,0 milhões, apresentando uma leve diminuição de 1,0% frente ao trimestre anterior, mas registrando um aumento de 1,5% em relação ao mesmo período do ano passado.
A taxa de subutilização, que inclui pessoas subocupadas e desalentadas, ficou em 14,3%, refletindo um aumento em comparação ao trimestre anterior (13,4%), mas uma redução em relação ao ano anterior (15,9%). O nível de ocupação, percentual de pessoas ocupadas entre a população em idade de trabalhar, foi de 58,2%, com uma queda de 0,7 ponto percentual em relação ao trimestre anterior, mas uma alta de 0,4 ponto percentual em comparação ao arco anual.
O rendimento real habitual teve um crescimento significativo, alcançando R$ 3.722, um novo recorde que representa um aumento de 1,6% em relação ao trimestre anterior e 5,5% no comparativo anual. A massa de rendimento real habitual totalizou R$ 374,8 bilhões, mantendo-se estável em relação ao trimestre anterior e crescendo 7,1% em relação ao ano anterior.
No que diz respeito ao setor de emprego, o total de empregados formais no setor privado foi de 39,2 milhões, com estabilidade no trimestre e crescimento de 1,3% no ano. Entretanto, o segmento de trabalhadores informais apresentou uma taxa de 37,3%, com a população de trabalhadores informais reduzindo-se em comparação ao trimestre anterior.
Além disso, a análise setorial mostrou diminuições no comércio e em atividades relacionadas à administração pública e serviços sociais, enquanto alguns setores, como informação e comunicação, apresentaram crescimento. A PNAD Contínua fornece uma visão abrangente da dinâmica do mercado de trabalho no país e os dados refletem uma importante fotografia da realidade social e econômica brasileira.
PNAD Contínua: taxa de desocupação é de 6,1% e taxa de subutilização é de 14,3% no trimestre encerrado em março

