A crise política na Câmara da Serra se intensifica, após a aprovação de um projeto destinado a simplificar o processo de destituição da Mesa Diretora. O presidente interino, Dr. William Miranda (União), desconsiderou a votação, alegando irregularidades na convocação, em meio a um quadro conturbado de acusações de corrupção contra membros da diretoria.
Na última quarta-feira, 18 dos 23 vereadores participaram de uma sessão extraordinária que visava essa simplificação, em um ambiente marcado por articulações para a nova composição da Mesa. O presidente afastado, Saulinho da Academia (PDT), e seus secretários, estão sob investigação, levando alguns parlamentares a exigirem uma nova eleição apenas para esses cargos. William Miranda argumentou que a convocação para a sessão extraordinária estava irregular, desconsiderando a votação em meio à ausência de alguns parlamentares.
No dia seguinte, tentativas de realizar uma nova sessão extraordinária se depararam com a falta de servidores e problemas técnicos, incluindo a interrupção da transmissão ao vivo. Nas redes sociais, o vereador Antônio C&A (Republicanos) registrou a condução da mesa por Raphaela Moraes (PP), e a votação resultou na aprovação do projeto que revoga o artigo 284 do Regimento Interno, alterando normas sobre a destituição da Mesa.
Durante a sessão ordinária, William Miranda expressou sua insatisfação com a iniciativa dos vereadores, destacando que já havia sido instituído um grupo para revisar as regras do Regimento e do Código de Ética. O clima tenso na Câmara reflete uma luta interna e o envio de mais de 40 requerimentos de urgência por Miranda, o que é visto por alguns parlamentares como uma estratégia para “trancar a pauta” e evitar discussões sobre a Mesa.


Fonte: Século Diário

