InternacionalRio de Janeiro sedia simpósio internacional sobre proteção oceânica.

Rio de Janeiro sedia simpósio internacional sobre proteção oceânica.

Rio de Janeiro recebe simpósio internacional sobre conservação do Alto-Mar

A partir desta terça-feira (10), o Rio de Janeiro sedia o 3º Simpósio BBNJ (Biodiversidade Além da Jurisdição Nacional), um evento internacional que reúne pesquisadores, representantes de governos, organismos internacionais e membros da sociedade civil para discutir a conservação e uso sustentável da biodiversidade marinha em áreas do Alto-Mar. O simpósio acontece no Museu do Amanhã e se estende até quinta-feira (12), com inscrições gratuitas e transmissão online.

Com o início da vigência, em janeiro de 2026, do Tratado sobre a Conservação e Uso Sustentável da Diversidade Biológica Marinha em Áreas Além da Jurisdição Nacional, conhecido como Tratado do Alto-Mar, este evento assume um caráter especial. O documento tem como objetivo regulamentar a proteção da biodiversidade em águas internacionais — que representam cerca de dois terços dos oceanos — e sua efetividade será discutida sob a ótica da ciência e do conhecimento nas futuras implementações.

Durante o simpósio, serão abordados assuntos cruciais como governança oceânica, mecanismos de fiscalização e cumprimento do tratado, financiamento da ciência, avaliação de impacto ambiental e a formação de um corpo técnico-científico internacional para assessoramento nas tomadas de decisão. Há também a intenção de incluir conhecimentos de povos indígenas e comunidades tradicionais nas discussões.

Andrei Polejack, diretor de Pesquisa e Inovação do Instituto Nacional de Pesquisas Oceânicas (INPO), afirma que o simpósio busca detalhar aspectos ainda vagos no texto do Tratado, que necessitarão de evidências científicas para regulamentação. Ademilson Zamboni, diretor-geral da Oceana, destaca a importância do evento ao buscar soluções para os desafios da implementação do Tratado, que abrange regras que transcendem as jurisdições nacionais e visam beneficiar os oceanos globalmente, incluindo países não costeiros.

O tratado, que já conta com a adesão de 86 países, enfrenta desafios técnicos, institucionais e científicos. Ele é estruturado em quatro eixos principais: capacitação e transferência de tecnologias marinhas, acesso e repartição justa dos benefícios de recursos genéticos marinhos, e medidas de manejo baseadas em áreas, como as marinhas protegidas.

Após quase duas décadas de negociações, o simpósio também precede a primeira Conferência das Partes (COP) dedicada ao Acordo BBNJ, que está prevista para ocorrer ainda este ano.

Rio recebe encontro internacional sobre proteção dos oceanos

Fonte: Agencia Brasil.

Meio Ambiente

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