A deputada estadual Camila Valadão se posicionou contra a federação com o PT e a favor da reeleição do presidente Lula em 2026, refletindo em declarações feitas após votação do Diretório Nacional do Psol, que rejeitou a aliança com o PT em favor de uma renovação com a Rede Sustentabilidade.
Em entrevista ao Século Diário, Camila destacou que a autonomia do Psol é fundamental: “Sou contra a federação com o PT em vários aspectos, mas defendo a autonomia do Psol para se posicionar em questões que beneficiem a classe trabalhadora”. A decisão foi respaldada por 75% dos filiados que votaram contra a federação proposta.
Entre os petistas, a federação era bem vista, especialmente pelo deputado Helder Salomão, pré-candidato a governador do Espírito Santo, embora sua viabilidade fosse questionada. Defensores da proposta, como Guilherme Boulos, encontraram resistência, levando à rejeição da ideia no Psol.
A resolução nacional do partido argumenta que a legislação atual sobre federações não oferece “salvaguardas democráticas” a partidos menores, comprometendo sua autonomia e as táticas eleitorais. O foco deve ser a unidade do campo progressista para derrotar a extrema-direita, sempre respeitando as especificidades de cada estado.
No Espírito Santo, o Psol já tem um acordo com o PT para apoiar as pré-candidaturas de Helder Salomão e Fabiano Contarato, embora o Psol ainda não tenha definido se lançará um candidato ao Senado. A Rede Sustentabilidade ainda não se posicionou claramente quanto à continuidade da federação com o Psol, o que gera expectativa, já que, em 2022, a Rede lançou Audifax Barcelos ao governo sem o apoio dos psolistas.
Na Assembleia Legislativa, enquanto Fábio Duarte se alinha à base governista, Camila Valadão não hesita em opor-se a projetos do governo, reforçando a ideia de que ambos os partidos operarão de forma autônoma.


