CulturaPolilaminina Avança em Testes para Tratar Lesões Medulares

Polilaminina Avança em Testes para Tratar Lesões Medulares

Apesar de estar em fase inicial, a pesquisa com a polilaminina desenvolvida pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em parceria com a farmacêutica Cristália já desperta grandes expectativas. Iniciada há mais de 25 anos pela bióloga Tatiana Sampaio Coelho, a investigação agora entra em uma etapa crucial de testes clínicos em humanos, após obter resultados promissores em laboratório e com animais.

A polilaminina, uma substância derivada da proteína laminina, foi descoberta acidentalmente enquanto a professora Tatiana tentava dissociar componentes da proteína original, encontrada em diversas partes do corpo humano. Esta descoberta fortuita levou à identificação de seu potencial regenerativo, especialmente no sistema nervoso, onde poderia ajudar na recuperação de movimentos em pacientes com lesões medulares.

O estudo piloto conduzido entre 2016 e 2021 aplicou a polilaminina a oito pessoas com lesões severas na medula, seguidas de cirurgia de descompressão da coluna. Embora dois pacientes tenham falecido devido à gravidade dos casos e um terceiro por complicações, os cinco sobreviventes mostraram melhorias significativas na escala AIS, que mede a gravidade do comprometimento motor e sensitivo. Em destaque, Bruno Drummond de Freitas relatou avanços consideráveis na mobilidade durante uma entrevista ao programa “Sem Censura” da TV Brasil.

Agora, a pesquisa avança para uma nova fase de ensaios clínicos. Segundo Tatiana Sampaio, os testes com humanos estão programados para começar ainda este mês e devem prosseguir até o fim do ano. Avaliações mais profundas ocorrerão durante as fases 1, 2 e 3 dos ensaios clínicos, conforme explicado pelo professor Eduardo Zimmer da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Embora esses estudos sejam uma porta de esperança para muitos, especialistas, incluindo o ex-presidente da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep), Jorge Venâncio, alertam para a necessidade de rigor científico e ético durante todas as fases da pesquisa.

Foto de Fernando Frazão/Agência Brasil: A professora Tatiana Sampaio discutindo a pesquisa com polilaminina no programa “Sem Censura” da TV Brasil, ilustra o engajamento e a complexidade do estudo em andamento. O esforço conjunto entre pesquisadores, órgãos reguladores, e a Anvisa segue com a devida vigilância para assegurar que todas as normas clínicas e éticas sejam cumpridas.

Polilaminina: entenda a esperança e os testes ainda necessários

Agência Brasil

Educação

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