Produção Industrial Brasileira Cresce 1,8% em Janeiro de 2026
Em janeiro de 2026, a produção industrial do Brasil avançou 1,8% em relação ao mês anterior, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esta marca representa a maior expansão desde junho de 2024, quando a alta foi de 4,4%. Comparado a janeiro de 2025, o crescimento foi modesto, de apenas 0,2%, encerrando três meses de retração: dezembro (-0,1%), novembro (-1,4%) e outubro (-0,5%). Apesar do avanço, a produção ainda está 15,3% abaixo do recorde de maio de 2011 e 1,8% acima do nível pré-pandemia de fevereiro de 2020.
Dentre os setores, os produtos químicos (6,2%) e veículos automotores, reboques e carrocerias (6,3%) foram os principais responsáveis pela alta, ambos rompendo ciclos de queda; enquanto coque, derivados de petróleo e biocombustíveis registraram aumento de 2,0%. Outras contribuições vieram de indústrias extrativas (1,2%) e metalurgia (4,1%).
Entretanto, a produção de máquinas e equipamentos recuou 6,7%, sendo o principal fator negativo, acumulando perdas de 11,8% nos dois últimos meses. Também marcaram baixa os setores de alimentos (-0,8%) e celulose e papel (-1,9%).
Em análise por grandes categorias econômicas, bens de consumo duráveis tiveram a maior alta (6,3%), compensando parte da queda de 7,7% dos dois meses anteriores. Os bens de capital e intermediários avançaram 2,0% e 1,7%, respectivamente, enquanto os bens de consumo semi e não duráveis mostraram crescimento de 1,2%, após quedas anteriores.
Apesar da evolução na comparação mensal, a média móvel trimestral apresentou variação negativa de -0,1% em janeiro, mantendo a trajetória descendente iniciada em outubro de 2025. A produção de bens de capital sofreu a maior queda, de -2,1%, seguida por bens de consumo duráveis (-0,7%) e bens intermediários (-0,3%).
Na comparação com janeiro de 2025, a produção industrial teve um ligeiro aumento de 0,2%, com resultados positivos em 2 das 4 grandes categorias econômicas, e 8 dos 25 ramos analisados. As indústrias extrativas (11,9%) e produtos farmoquímicos (20,7%) destacaram-se nas contribuições positivas. Contudo, a produção de máquinas e equipamentos (-15,4%) foi um dos principais fatores de queda, assim como veículos automotores (-7,7%) e produtos químicos (-2,9%).
Esses dados foram obtidos através da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF) do IBGE, que monitora mensalmente a evolução da atividade industrial no Brasil.
Produção industrial avança 1,8% em janeiro

