23 de janeiro de 2026
Governo ESIncaper do ES lança projeto para novas variedades de inhame produtivo

Incaper do ES lança projeto para novas variedades de inhame produtivo

Incaper Desenvolve Novas Variedades de Inhame para Impulsionar Agricultura Familiar no Espírito Santo

O Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) inicia pesquisa para o desenvolvimento de novas variedades de inhame, conhecido como taro, adaptadas às condições de cultivo do Espírito Santo. A estratégia visa aumentar a produtividade, melhorar a qualidade do alimento e fortalecer a agricultura familiar, refletindo na relevância cultural e econômica dessa cultivar.

O Espírito Santo é responsável por quase 50% da produção de inhame no Brasil, tendo atingido em 2024 a marca de 120,5 mil toneladas, colhidas em uma área de 3,3 mil hectares. A produtividade média registra 36,9 toneladas por hectare, resultando em um Valor Bruto da Produção (VBP) de R$ 276,8 milhões, o que evidencia a importância desta cultura para a economia, especialmente para os agricultores familiares.

Entre os projetos em andamento, destaca-se o “Potencialização da Cultura do Taro no Espírito Santo: Caracterização de Germoplasma, Diversidade Genética e Seleção de Variedades”, aprovado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Com um investimento de R$ 147,7 mil, a pesquisa figura entre as sete selecionadas na área de Agronomia no Estado.

Na avaliação da coordenadora do projeto, a pesquisadora Rosenilda de Souza, “o apoio do CNPq amplia a visibilidade nacional do trabalho realizado pelo Incaper e possibilita o aprofundamento de estudos focados na seleção de genótipos mais produtivos e adaptados às condições locais.”

A base da pesquisa é o Banco de Germoplasma de Taro do Incaper, que contém 40 acessos genéticos da cultura. Localizado no Centro de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação Serrano (CPDI Serrano), em Domingos Martins, o banco funcionará como ponto de referência para avaliações nas condições de alta e baixa altitude nos municípios de Domingos Martins e Viana, respectivamente, através de manejo agroecológico.

Dentre os principais diferenciais do projeto, destaca-se a caracterização da diversidade genética em nível molecular. A pesquisadora Daniela Camporez, responsável pelos estudos moleculares do projeto, explica que o inhame é propagado vegetativamente, o que facilita o surgimento de variações genéticas naturais ao longo do tempo. Esse fenômeno é crucial para a identificação de materiais superiores e avanço em programas de melhoramento genético.

Rosenilda de Souza também coordena um projeto financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes), com investimento de R$ 167,6 mil, visando o resgate e a caracterização de variedades crioulas mantidas por agricultores familiares em várias regiões do Estado. Esta iniciativa complementa os esforços para ampliar a base de materiais genéticos estudados.

O desenvolvimento de novas variedades é um processo que requer rigor científico e tempo, podendo levar de dois a quatro anos, considerando as avaliações a campo e análises laboratoriais. A equipe multidisciplinar do projeto envolve pesquisadores do CPDI Serrano, como Patrick Alves de Oliveira e Jhonatan Marins Goulart, além do técnico Lucas Manske, que colaboram na execução e manejo dos experimentos.

Instituições parceiras, como a Universidade Federal do Espírito Santo e o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Espírito Santo, também contribuem com laboratórios especializados que enriquecem as análises da pesquisa.

Atualmente, as cultivares de inhame mais cultivadas no Espírito Santo incluem o Chinês, São Simão, Macaquinho e São Bento. Esta última, originária da localidade de São Bento de Urânia, em Alfredo Chaves, se destaca por ser a única cultivar genuinamente capixaba a possuir Indicação Geográfica, em colaboração com o Incaper.

Em 2024, os municípios de Alfredo Chaves, Laranja da Terra, Marechal Floriano e Santa Leopoldina figuram entre os principais produtores de inhame no Estado, reforçando a importância dessa cultura para a economia regional.

O inhame, ou taro, originário do Sudeste Asiático, é uma hortaliça tuberosa com uma longa história de cultivo em regiões tropicais. Reconhecido por suas qualidades nutricionais, o inhame é rico em carboidratos, fibras, potássio, magnésio e vitaminas do complexo B, apresentando ainda baixo teor de gordura. Esse alimento é amplamente utilizado tanto para consumo in natura quanto para o processamento agroindustrial.

Informações à Imprensa:
Coordenação de Comunicação e Marketing do Incaper
Felipe Ribeiro
(27) 98849-6999
comunicacao@incaper.es.gov.br

Fonte: Governo ES

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