Após um quarto de século de intensas negociações, o Acordo de Livre Comércio entre o Mercosul e a União Europeia finalmente recebeu sinal verde neste último sexta-feira, marcando um avanço histórico nas relações comerciais e políticas internacionais. A notícia foi celebrada por diversas entidades empresariais brasileiras, animadas com as novas possibilidades que se abrem para o comércio e a indústria nacionais.
A aprovação do tratado pela União Europeia requereu a concordância de 15 dos 27 Estados-membros, representativos de pelo menos 65% da população do bloco. Este acordo fomenta expectativas de significativas oportunidades econômicas para ambos os blocos comerciais. Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o acordo é visto como um vetor crucial para inserir o Brasil mais assertivamente no cenário internacional, estimulando empregos e movimentação econômica considerável. Em dados de 2024, por exemplo, foi relatado que cada bilhão de reais exportado para a UE ajudou a criar cerca de 21,8 mil empregos, além de gerar R$ 441,7 milhões em massa salarial e R$ 3,2 bilhões em produção.
A Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) também ressaltou o impacto estratégico do acordo para o setor, que poderá ampliar acesso a um dos mais importantes mercados consumidores do mundo, impulsionando investimentos e inovação. Com ênfase na sustentabilidade, o presidente-executivo da Abiquim, André Passos Cordeiro, destacou que o acordo irá modernizar o ambiente de negócios e abrir novas frentes, especialmente para projetos como bioeconomia e energia limpa.
No setor eletroeletrônico, a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) prevê aumentos entre 25 a 30% nas exportações para a União Europeia a médio prazo, graças ao tratado que facilitará a diversificação de fontes de insumos industriais. A Continuação do sucesso diplomático com a assinatura do tratado é agora um objetivo prioritário, como mencionado por Alfredo Cotait Neto, presidente da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), destacando a importância desse avanço para a solidez econômica e comercial do país e seu impacto positivo para toda a América do Sul.
Entidades como a Fiesp, Firjan e Fiemg constituem outros vozes importantes nesse coro de aprovação, embora alertem para a necessidade de cautela e preparação para os desafios que essa nova era de comércio internacional irá demandar.
Créditos das Imagens: Agência Brasil – diversos elementos visuais capturam a essência e a magnitude desse acontecimento crucial para as relações internacionais e comerciais do Brasil.
Empresariado brasileiro comemora avanço no acordo com União Europeia
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