Em um cenário de volatilidade nos mercados mundiais, o dólar comercial reverteu sua trajetória de alta e registrou queda nesta sexta-feira (9), fechando o dia cotado a R$ 5,365, uma diminuição de R$ 0,024 ou -0,44%. Essa marca representa o menor valor desde 4 de dezembro, refletindo uma queda acumulada de 2,24% apenas em janeiro, depois de um aumento de 2,89% no mês anterior. Desde o começo de 2025, o dólar apresentou um declínio expressivo de 11,18%.
No mercado acionário, o Ibovespa demonstrou recuperação, finalizando o dia com uma leve alta de 0,27%, alcançando 163.370 pontos. O índice oscilou ao longo do dia, atingindo uma alta de 0,81% às 14h03, antes de moderar o crescimento nas horas seguintes. Esta performance positiva interrompe uma queda de 1,03% observada na quinta-feira (8).
Notáveis influências internacionais afetaram tanto o mercado de câmbio quanto o de ações. A divulgação de que o mercado de trabalho norte-americano adicionou 50 mil empregos em dezembro, um número abaixo das expectativas, aguçou a esperança de cortes nas taxas de juros pelo Federal Reserve no início de 2026. A reação dos mercados também foi impulsionada pela valorização do petróleo, que subiu 2% no cenário global, beneficiando moedas vinculadas a economias exportadoras de commodities, como o real.
Internamente, os dados sobre inflação no Brasil também tiveram seu peso. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou 2025 em 4,26%, com a pressão contínua nos preços do setor de serviços sugerindo cautela antes de potenciais cortes de juros pelo Banco Central do Brasil, esperados possivelmente para março de 2026. Esta situação cria um ambiente complexo, já que taxas de juros mais altas por mais tempo podem atrair capital externo, favorecendo o fortalecimento do real, mas ao mesmo tempo, desfavorável para o mercado acionário pela maior atratividade da renda fixa.
Imagens relacionadas ao mercado financeiro podem ser encontradas na Agência Brasil.
*Com informações da Reuters.
Dólar cai para R$ 5,36 com desaceleração do emprego nos EUA
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