Golpes se Multiplicam Entre Investidores do Banco Master Após Liquidação pelo Banco Central
Após a liquidação do Banco Master, decretada pelo Banco Central no dia 18 de setembro, os investidores da instituição, que têm depósitos e aplicações congeladas, enfrentam um novo desafio: uma onda de golpes que visa explorar a ansiedade dos clientes que aguardam o ressarcimento do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Esses investidores, em sua maioria, possuíam Certificados de Depósito Bancário (CDB) emitidos pela instituição, e agora se veem impossibilitados de movimentar seus recursos, o que torna o cenário propenso a fraudes.
Anúncios suspeitos em redes sociais e aplicativos prometem “liquidez imediata” ou “antecipação” do pagamento da garantia, levando muitos a caírem na armadilha. O FGC, uma entidade privada responsável por ressarcir investimentos e depósitos em até R$ 250 mil por pessoa, alerta que não autoriza intermediários e não cobra taxas para agilizar quaisquer pagamentos. Qualquer promessa de antecipação deve ser encarada como um possível golpe, conforme informado pela instituição.
Segundo Fernando Falchi, gerente de Engenharia de Segurança da Check Point Software Brasil, a garantia do FGC é automática. Ele ressalta que qualquer oferta de crédito vinculada ao pagamento do ressarcimento é um sinal de fraude. “O cibercriminoso sempre usa a pressa como arma. A verificação, feita no canal oficial, é o melhor antídoto para golpes digitais”, enfatiza.
Diante do vácuo de informações sobre o ressarcimento, as fraudes têm se proliferado, dividindo-se em duas categorias: roubo de dados e crédito abusivo. As práticas fraudulentas incluem phishing, onde fraudadores criam páginas falsas que imitam o site do FGC, enviam links maliciosos por WhatsApp ou redes sociais e fazem ligações fingindo serem atendentes do FGC, solicitando dados pessoais e bancários.
Outro tipo de fraude envolve ofertas de adiantamentos que, na verdade, se traduzem em empréstimos com juros abusivos. Os investidores, crentes de que estão antecipando o recebimento do FGC, acabam comprometendo boa parte do valor que teriam direito a receber.
O Banco Master, por sua vez, era conhecido por oferecer CDBs com rendimento de até 140% do CDI. A liquidação resultou na prisão de executivos em uma operação da Polícia Federal que investiga a venda da instituição ao Banco de Brasília (BRB). Com o encerramento das atividades do banco, os investidores, especialmente aqueles com aplicações abaixo do limite garantido pelo FGC, agora dependem exclusivamente do fundo para reaver seu dinheiro, um processo que não é imediato e requer passos formais.
O FGC esclarece que o procedimento correto para o ressarcimento envolve um cadastro inicial no aplicativo do fundo, a espera pela lista de credores enviada pelo Banco Central, habilitação do pedido e verificação de documentos. Este processo pode levar até 30 dias, deixando os investidores vulneráveis a fraudes.
A recomendação do FGC para evitar golpes é clara: utilizar somente o aplicativo e o site oficiais do fundo e informações do Banco Central, nunca fornecer dados pessoais a terceiros, desconfiar de promessas de facilitação e manter a segurança digital, com a ativação da autenticação em dois fatores e antivírus atualizado. Além disso, é sempre bom confirmar as informações antes de agir, especialmente quando tomam um caráter urgente.
Especialistas alertam para golpes em ressarcimentos do Banco Master
Fonte: Agencia Brasil.
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