Em sua última sessão como presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Luís Roberto Barroso destacou a urgência de pacificar o Brasil. O discurso proferido nesta quinta-feira (25), em Brasília, veio no contexto de recentes tensões políticas, especialmente após a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro por participação em uma trama golpista.
Durante a sessão, Barroso enfatizou a necessidade de um “novo recomeço” que transcenda as divisões ideológicas, promovendo um ambiente de respeito e civilidade. “Estamos precisando viver um novo recomeço, novo tempo de esperanças no Brasil [para] conseguirmos finalmente essa pacificação que todo mundo deseja. Pacificação não significa as pessoas abrirem mão de suas convicções, dos seus pontos de vista, de sua ideologia. Pacificação tem a ver com civilidade, capacidade de respeitar o outro com sua diferença”, declarou o ministro.
O ministro também pontuou sobre a importância de retomar uma cultura de debate saudável e construtivo nas discussões públicas. “A vida não é assim. A vida é feita da convivência entre pessoas que pensam de maneira diferente”, afirmou, prevêndo um futuro onde divergências sejam tratadas com decoro e respeito mútuo.
Barroso passará o bastão de presidente do STF para o ministro Edson Fachin, com o ministro Alexandre de Moraes assumindo o cargo de vice-presidente da Corte na próxima segunda-feira (29). Esta transição marca um momento de renovação na liderança do STF, em um período crítico de polarização política no país.
A cobertura completa deste evento e outros assuntos de relevância nacional estão disponíveis no canal da Agência Brasil no WhatsApp. Não perca as atualizações e análises detalhadas sobre o cenário jurídico e político brasileiro.
Barroso diz que país precisa de recomeço e pacificação
Internacional

