Aumento nos Casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave Exige Atenção em Parte do Brasil
Um recente levantamento da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado nesta quinta-feira (3), revela um aumento contínuo nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em diversas regiões do país, destacando a importância de medidas preventivas, incluindo a vacinação.
O boletim InfoGripe mostra que, nos últimos 30 dias, o percentual de casos positivos para os principais vírus causadores da SRAG foram de 33,4% para influenza A, 47,7% para vírus sincicial respiratório (VSR), 20,6% para rinovírus, 1,8% para Sars-CoV-2 (covid-19), e apenas 1,1% para influenza B. Esses vírus foram também responsáveis pela maioria dos óbitos reportados, segundo o estudo.
Tatiana Portella, pesquisadora do InfoGripe, alerta que o aumento de hospitalizações persiste em estados como Mato Grosso, Paraná, Pará, Rondônia e Roraima, principalmente devido a influenza A e ao VSR. “É vital que a população adote a vacinação disponibilizada gratuitamente pelo SUS, especialmente os grupos prioritários, para prevenção contra os tipos mais comuns de influenza”, enfatiza Portella.
Além disso, a especialista ressalta que a influenza A continua sendo a principal causa de internações entre os idosos, enquanto o VSR mostra maior incidência em crianças pequenas. De acordo com as análises, existe uma tendência de redução ou estabilização nos casos de SRAG associados à influenza A em jovens, adultos e idosos em significantes parcelas do centro-sul, Norte e alguns estados do Nordeste, no entanto, há incremento de casos em outros estados como Sergipe e Mato Grosso.
O boletim aponta também que seis unidades federativas, incluindo Alagoas, Mato Grosso, Paraná, Pará, Rondônia e Roraima, estão com índices de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco com tendência de crescimento a longo prazo.
Infelizmente, ainda há um aumento significativo em estados como Alagoas e Sergipe, indicando a necessidade urgente de mais esforços de prevenção e controle para evitar um avanço ainda maior dessas infecções respiratórias graves.
Fonte: Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), boletim InfoGripe.
Fiocruz: vírus respiratórios permanecem em alta na maior parte do país
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