As universidades federais têm até este sábado (1º) para se candidatarem ao programa de implantação de cuidotecas, espaços destinados ao acolhimento de crianças de 3 a 12 anos, incluindo aquelas com deficiência. A iniciativa visa oferecer suporte no período noturno para que familiares, especialmente mulheres, possam prosseguir com seus estudos ou trabalho sem preocupações adicionais. Este projeto é uma colaboração entre o Ministério da Educação (MEC) e o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), fazendo parte do Plano Nacional de Cuidados, uma política do “Plano Brasil que Cuida”.
As inscrições devem ser feitas exclusivamente por e-mail (cgext.dda.sesu@mec.gov.br). Os campus que possuem mais de uma localização deverão selecionar apenas um para instalação da cuidoteca, baseando-se no critério de maior necessidade. Os documentos necessários incluem um plano de trabalho detalhado, um Termo de Compromisso da Reitoria, plantas arquitetônicas do local proposto, fotos do espaço, e declarações oficiais que detalhem o número de estudantes e servidores que utilizam o campus no período noturno.
Cada cuidoteca projetada deverá suportar até 40 crianças simultaneamente, atendendo filhos de estudantes, docentes, técnicos-administrativos e trabalhadores terceirizados. O funcionamento está previsto também para fins de semana, feriados e períodos de férias escolares, proporcionando flexibilidade para a comunidade acadêmica.
Em termos de financiamento, as universidades selecionadas receberão fundos para a criação e manutenção das cuidotecas por um período de 12 meses. Os recursos podem ser aplicados na compra de mobiliário infantil, equipamentos de segurança e acessibilidade, materiais educativos, e na contratação de pessoal necessário para o funcionamento do espaço. Importante destacar que não é permitido o uso dos fundos para reformas estruturais amplas.
A chamada “Estratégica UniCuidotecas” contemplará até 50 instituições com base em um sistema de pontuação que considera a demanda, a vulnerabilidade socioeconômica dos alunos, a abrangência regional com enfoque nas regiões Norte e Nordeste, e as condições de infraestrutura e apoio institucional existentes.
O processo é uma oportunidade significativa para as universidades federais fortalecerem seu apoio à comunidade acadêmica, especialmente àqueles que enfrentam maiores desafios para conciliar a vida acadêmica e familiar.
Universidades federais têm até sábado para pedir cuidotecas ao MEC
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