A 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) confirmou a convocação da testemunha Miriam Santos Rabelo Costa para depor no julgamento do caso Henry Borel, agendado para 25 de maio. Miriam aponta Leniel Borel, pai de Henry, como possível autor das agressões que resultaram na morte do menino em março de 2021. A defesa de Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, espera que seu depoimento contribua para a defesa do ex-vereador, principal acusado pela tragédia.
Em uma decisão inicial, o juízo da 2ª Vara Criminal da Capital havia rejeitado o pedido para que Miriam testemunhasse, julgando sua participação como irrelevante. No entanto, os magistrados do tribunal, liderados pelo desembargador Joaquim Domingos de Almeida Neto, acataram a liminar que autoriza seu depoimento, destacando a importância de preservar a paridade de armas e prevenir uma possível nulidade do julgamento.
O julgamento originalmente marcado para 23 de março teve de ser adiado quando a defesa de Jairinho alegou a falta de acesso completo a documentos e provas essenciais, conforme solicitado em agosto de 2025. A defesa, composta por cinco advogados e liderada por Rodrigo Faucz, protestou contra a parcialidade na entrega das informações pela justiça, o que resultou na suspensão do julgamento pela juíza Elizabeth Machado Louro, do 2º Tribunal do Júri.
Monique Medeiros, mãe de Henry e ex-companheira de Jairinho, também enfrentará a justiça, acusada de homicídio por omissão, tortura e coação. A comunidade aguarda o próximo capítulo deste caso que capturou a atenção do público pela gravidade dos atos e o trágico destino de uma criança inocente.
Créditos da imagem: Agência Brasil.
Justiça decide incluir testemunha em julgamento do caso Henry Borel
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