Em um contexto de recuperação econômica, as contas públicas brasileiras apresentaram um desempenho excepcionalmente positivo em abril de 2026, encerrando o mês com superávit primário de R$ 24,6 bilhões. Tal resultado representa um significativo avanço em relação ao mesmo período de 2025, quando o superávit foi de R$ 14,2 bilhões. As informações foram fornecidas pelo Banco Central nesta sexta-feira, reiterando a capacidade de gestão das contas nacionais.
A composição desse superávit incluiu contribuições de diferentes níveis de governo. O Governo Central destacou-se com um saldo positivo de R$ 26,1 bilhões, uma melhoria expressiva em comparação ao déficit de R$ 16,2 bilhões registrado em abril de 2025. Essa melhoria é notável, considerando que os números refletem uma metodologia de cálculo que incide sobre a variação da dívida dos entes públicos. Em contraste, os governos regionais, que englobam estados e municípios, também apresentaram uma melhora, com um superávit de R$ 329 milhões, superando o déficit de R$ 659 milhões do ano anterior.
No entanto, as empresas estatais federais, estaduais e municipais, com exceção de gigantes como Petrobras e Eletrobras, registraram um resultado negativo de R$ 1,8 bilhão no mesmo período. Apresentando um recuo mais acentuado em relação ao déficit de R$ 1,4 bilhão em abril de 2025, esse resultado sugere desafios persistentes na gestão financeira dessas entidades.
Em termos de endividamento, a dívida líquida do setor público foi de R$ 8,8 trilhões em abril, o que correspondia a 67,4% do PIB, evidenciando um leve aumento em relação ao mês anterior. Este resultado foi impactado pela apreciação cambial e apropriação de juros nominais, mas foi parcialmente compensado pelo superávit primário gerado no mês e ajustes na dívida externa líquida.
Por outro lado, a dívida bruta do governo geral alcançou R$ 10,4 trilhões, o que representa 80,4% do PIB. Esse indicador é frequentemente utilizado em comparações internacionais para avaliar a solvência dos países. Apesar do superávit primário, o acumulado dos últimos 12 meses ainda mostra um déficit de R$ 126,6 bilhões, refletindo os desafios anteriores na gestão das contas públicas brasileiras.
Créditos das informações: Banco Central do Brasil. Imagens utilizadas são genéricas e incorporadas para representação visual sem especificação de autores ou fontes adicionais.
Contas públicas têm superávit primário de R$ 24,6 bilhões em abril
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