São Paulo registra aumento nos casos de sarampo, totalizando 40 ocorrências em 2026
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) acaba de confirmar quatro novos casos de sarampo na capital, com isso, o número total de infecções no estado chega a 40 no ano de 2026. Os casos recentes estão ligados a transmissões já monitoradas desde junho, envolvendo três pacientes residentes em São Paulo, sendo dois homens jovens e uma bebê de apenas um ano de idade.
O Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo (CVE-SP) destaca que, apesar do surgimento destes novos casos, há uma tendência de redução na transmissão do vírus, com potencial término das cadeias identificadas em Guarulhos e São Bernardo do Campo, áreas que também são foco das ações de controle e prevenção.
Até o momento, a cidade de São Paulo concentra 90% dos casos registrados no estado, mostrando uma distribuição desigual do surto, que também inclui ocorrências isoladas em São Bernardo do Campo, Guarulhos e Santo André. A vigilância aponta que 75% das pessoas infectadas este ano não tinham recebido vacinação adequada, reforçando a preocupação com a baixa cobertura vacinal.
Para combater a disseminação do sarampo, a SES-SP reitera a importância da imunização, proporcionada gratuitamente através da vacina tríplice viral pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Esta vacina protege também contra caxumba e rubéola e está disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) do estado.
Os grupos alvo da vacinação incluem crianças, com uma dose aos 12 meses e outra aos 15 meses, jovens até 29 anos que devem receber duas doses, adultos entre 30 e 59 anos que devem ter ao menos uma dose registrada, além de trabalhadores da saúde que necessitam de duas doses da vacina. Em situações especiais, como surtos, é recomendada a “dose zero” para bebês de 6 a 11 meses.
Matheus Crobelatti, estagiário da Agência Brasil, sob supervisão de Odair Braz Junior.
São Paulo tem três novos casos de sarampo; total chega a 40 este ano
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