A Câmara de São Mateus aprovou um polêmico projeto de reestruturação de cargos comissionados, que assegura aumentos salariais de até 172,73%. A única voz contrária foi da vereadora Professora Valdirene (PT), que classificou a medida como “injusta”, especialmente em comparação ao reajuste de apenas 4% concedido aos servidores efetivos.
Durante a sessão extraordinária, a proposta, enviada pela gestão do prefeito Marcus da Cozivip (Podemos), justificou que as mudanças eram necessárias para atualizar dispositivos obsoletos e otimizar rotinas administrativas. Os aumentos salariais para cargos como coordenador municipal de Defesa Civil e subsecretário superam 172%, enquanto funções como a de um auxiliar de serviços gerais teve um aumento de apenas R$ 47,00. No parecer de Valdirene, “os iguais não podem ser tratados de forma diferente”, destacando que a discrepância nos aumentos gera uma injustiça em um mesmo texto legislativo.
Ela apresentou dados concretos sobre os subsídios antes e depois da reestruturação. Por exemplo, um assessor de Planejamento teve seu salário elevado de R$ 2.860 para R$ 5.200 (81,82%), enquanto um coordenador da Contadoria Geral passou de R$ 5.500 para R$ 13.500 (145,45%). Os números apresentados pelo Executivo mostram que os aumentos se concentram principalmente nas camadas superiores da estrutura administrativa.
Após a votação, Valdirene divulgou uma nota reiterando sua posição contra a disparidade. “Defendo aumento para quem realmente merece. Sou a favor do reajuste dos diretores escolares e de vários outros cargos que ralam de verdade”, afirmou, criticando o favorecimento de uma “minoria privilegiada”.
Os demais vereadores que votaram a favor da proposta foram Branco da Penal (PL), Alexandre Balanga (PP), Marcelo Aguilar (PP), Isamara da Farmácia (União), Schaeffer (PSB), Vilmar do Seac (PSD), Wanderlei Segantini (MDB) e Wap Wap. A abstenção ficou com Raphael Barbosa (PDT).

Fonte: Século Diário

