Após a liquidação extrajudicial de alguns componentes do conglomerado Master, recursos consideráveis foram destinados aos maiores bancos do país, conforme informações do Banco Central divulgadas no relatório semestral. Essa migração de recursos não gerou desequilíbrios sistêmicos importantes no setor financeiro, segundo análises do órgão. (Crédito da imagem: Agência Brasil.)
O episódio financeiro está detalhado no “Relatório de Estabilidade Financeira” do segundo semestre de 2025, no qual o Banco Central assegurou que a movimentação do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) totalizou R$ 37,7 bilhões, cobrindo os clientes afetados das instituições do grupo Master entre 19 de janeiro e 27 de fevereiro. Destes, R$ 20,77 bilhões foram alocados em títulos emitidos por entidades financeiras, com os maiores bancos — categorizados como S1 e S2 devido à sua significância e atuação no mercado — absorvendo aproximadamente 65% do total devolvido pelo FGC.
Ailton de Aquino, diretor de Fiscalização do Banco Central, durante a apresentação do relatório, destacou que a migração de recursos foi meticulosamente monitorada, envolvendo verificações detalhadas CPF por CPF e CNPJ por CNPJ. Ele reforçou que a liquidação das instituições não propiciou efeitos adversos amplos, contribuindo para a percepção de que a solidez do sistema bancário continua protegida mesmo diante de contextos econômicos desafiadores.
Adicionalmente, o relatório do Banco Central ressaltou a estabilidade no âmbito das instituições bancárias, indicando uma rentabilidade quase inalterada no período analisado, apesar das elevações nos custos de provisões. O crédito, embora desacelerado, demonstrou uma expansão no comprometimento de renda entre consumidores e avanço da inadimplência em diversas linhas de crédito.
A também nota-se um avanço significativo do sistema de pagamentos Pix, que representou 29% das operações de varejo no último semestre de 2025, consolidando sua relevância no cenário nacional. Este crescimento do mecanismo de transferências instantâneas reflete uma adaptação crescente dos consumidores e estabelecimentos ao sistema digital eficaz e rápido.
Estas informações reunidas no relatório demonstram a continuidade da robustez financeira no Brasil, a capacidade de adaptação e resposta rápida das entidades reguladoras em situações adversas.
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