22 de janeiro de 2026
CulturaProposta para tornar Enamed exame obrigatório para médicos

Proposta para tornar Enamed exame obrigatório para médicos

Governo propõe ao Congresso tornar o Enamed um exame de proficiência médica

O Governo Federal apresentou uma proposta ao Congresso Nacional para transformar o Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) em um exame de proficiência. Segundo o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, os registros profissionais dos médicos recém-formados deverão depender do desempenho nessa avaliação. A proposta visa assegurar competências adequadas para o exercício da medicina no Brasil.

Durante uma coletiva de imprensa no Rio de Janeiro, Padilha destacou que a eficácia do Enamed não se limita a uma avaliação pontual, mas monitora o progresso do aluno ao longo do curso: “O exame é realizado no segundo, no quarto e no sexto ano da graduação, garantindo uma avaliação contínua pela entidade que tem a formação médica como foco principal”, explicou o ministro.

Embora a proposta necessite de uma alteração na legislação para ser implementada, o ministro enfatizou que ela não afetaria a edição de 2025 do Enamed. Ele também se defendeu das críticas que apontam uma falha estrutural na formação médica, revelando que muitos estudantes têm obtido resultados satisfatórios. “O exame mostrou a proficiência de inúmeros estudantes, mesmo entre aqueles em instituições menos bem avaliadas”, afirmou.

Além de ser parte de uma série de medidas para melhorar o ensino médico no país, como a revisão das diretrizes curriculares e a implementação do Exame Nacional de Residência (Enare), o Enamed poderá servir futuramente como critério de ingresso nos cursos de residência médica a partir deste ano.

Contudo, a ideia de usar o Enamed como um exame de proficiência já a partir dos resultados de 2025 pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) gerou polêmica. A Associação Brasileira de Médicos Pós-Graduados (Abramepo) criticou a medida como um possível excesso de zelo regulatório e de oportunismo.

“A reprovação de cerca de um terço dos cursos mostra a necessidade de maior vigilância sobre a qualidade educacional. No entanto, não é aceitável que uma autarquia de classe imponha barreiras adicionais ao exercício da profissão”, declarou a Abramepo.

A discussão sobre o papel do Enamed continua, evidenciando a preocupação com a qualidade da formação médica no país e a necessidade de estratégias eficazes para sua avaliação e regulação.

Crédito das imagens: Agência Brasil.

Governo quer que Enamed seja exame de proficiência para médicos

Agência Brasil

Educação

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