CulturaProfessora baiana funda Ara Ketu para combater injustiças

Professora baiana funda Ara Ketu para combater injustiças

Vera Lacerda e a Transformação Social Através do Carnaval

Salvador, 4 de Dezembro – A professora e historiadora Vera Lacerda, prestes a completar 80 anos, é um exemplo vivo de como a arte e cultura podem transformar realidades. Fundadora do bloco e instituto Ara Ketu em 1980 em Periperi, um bairro periférico de Salvador (BA), Vera não apenas cultivou música e carnaval, mas fomentou mudança social significativa na comunidade. Em evento recente, ela compartilhou suas motivações e conquistas durante o Festival Latinidades, em Brasília.

O interesse de Vera por impacto social iniciou-se pelo inconformismo com as desigualdades em sua região. A utilização da música como ferramenta de inclusão e transformação se mostrou eficaz. “Minha luta era tirar os meninos do tráfico de drogas e da marginalidade. Eu consegui muito”, afirmou orgulhosamente em entrevista à Agência Brasil. O programa de formação promovido pelo Ara Ketu já capacitou mais de três mil jovens em diversas profissionalizações, refletindo um sucesso local e internacional do bloco.

O reconhecimento de seu trabalho não se limita ao Brasil. Internacionalmente, o Ara Ketu é símbolo de resistência cultural e inclusão social. Em setembro, Vera será nomeada “comendadora” pela Academia Brasileira de Letras, um reconhecimento a mais que une o seu engajamento social à sua contribuição à música.

Em paralelo, inspirações como a de Vera Lacerda reverberam através de outras expressões culturais em Salvador. O bloco feminino Didá, liderado por Débora Souza desde 2009 e fundado no Pelourinho, é outra potência cultural focada no empoderamento de mulheres através da música. “Através do tambor, nós passamos toda a lição. Nossas alegrias, nossos sentimentos e nossas reivindicações”, comenta Débora. Mais de cinco mil mulheres já foram tocadas pelo projeto.

Na mesma linha de impacto cultural e social, a cantora e radialista Denise Oliveira ressalta a importância de iniciativas como Ara Ketu e Didá para as comunidades periféricas em Brasília. Crescida na região de São Sebastião (DF), Denise destaca os horizontes que esses movimentos culturais abrem para as pessoas, especialmente para as mulheres negras envolvidas na construção desses blocos.

As organizações relacionadas à comunicação governamental, incluindo a Agência Brasil, Radioagência Nacional, Rádio Nacional e TV Brasil, apoiam e reconhecem a relevância de tais eventos como o Festival Latinidades, refletindo seu compromisso com a promoção da diversidade e inclusão cultural no país.

Professora criou Ara Ketu inconformada com injustiças na periferia

Agência Brasil

Educação

spot_img

Top 5

Confira Mais

Flamengo bate Ferroviária por 1 a 0 nas quartas do Brasileirão Feminino

Flamengo vence Ferroviária e abre vantagem nas quartas de...

Podcast “Crianças Sabidas” Explica Eleições 2026 aos Pequenos

Podcast Infantil Explica Eleições Gerais de Forma Lúdica ao...

Venezuela fecha acordo histórico com EUA para produção de petróleo

Venezuela e EUA Firmam Acordo Histórico para Aumento da...

Última chance: renegociação de dívidas termina nesta segunda-feira

Novo Desenrola Brasil encerra na próxima segunda-feira: Oportunidade para...

Cachoeiro promove palestra para homens sobre combate à violência contra a mulher

A Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim, por meio da...

Procon de Cachoeiro promove encontros comunitários sobre direitos do consumidor

O Procon de Cachoeiro de Itapemirim está promovendo o...

RJ: Justiça autoriza estado a gerir clube e pousada do CV

Justiça do Rio de Janeiro autoriza governo estadual a...

Prefeitura de Anchieta inicia recadastramento funcional de servidores efetivos em 31/08

A Prefeitura de Anchieta dará início ao Recadastramento Funcional...

Bandeira tarifária de energia seguirá amarela em setembro de 2023

Bandeira Tarifária Amarela é Mantida em Setembro e Impacta...