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Prefeitura de Piúma orienta: como combater o Caramujo Africano e proteger a saúde.

Prefeitura de Piúma Alerta sobre o Caramujo Africano: Cuidados e Prevenção

Na última segunda-feira, 16 de junho de 2025, a Prefeitura de Piúma divulgou um importante alerta à população sobre os riscos e cuidados necessários para enfrentar a proliferação do caramujo africano (Achatina fulica). Introduzido no Brasil na década de 1980 como uma alternativa comercial ao escargot, esse molusco invasor transformou-se em uma praga, ameaçando a biodiversidade e a saúde pública em diversos estados do país, incluindo o Espírito Santo.

Os caramujos africanos são hermafroditas, mas necessitam de outro indivíduo para se reproduzirem. Eles alcançam a fase adulta em apenas cinco meses e podem depor até 600 ovos em uma única postura, repetindo esse processo quatro vezes durante a vida. Os ovos, de coloração amarela e formato esférico, geralmente ficam escondidos sob a terra, dificultando a sua visualização e controle.

Métodos de Controle Eficazes

Para um controle eficiente, a Prefeitura recomenda a coleta manual dos caramujos utilizando luvas descartáveis ou sacos plásticos, evitando o contato direto com o molusco. A terra deve ser revirada para encontrar os ovos, que devem ser colocados em sacos plásticos e destruídos. A melhor metodologia para a eliminação dos caramujos adultos é a queima em latas ou tonéis, seguida do enterramento das conchas quebradas. É crucial não descartar esses moluscos no lixo comum, pois essa prática pode aumentar a infestação.

Além disso, a infusão de venenos não é indicada, uma vez que esses produtos podem prejudicar o meio ambiente e não são eficazes na erradicação do caramujo africano. A eliminação de abrigos potenciais, como telhas, tijolos, entulhos de construção e vegetação excessiva, é fundamental para reduzir a possibilidade de novos focos.

Monitoramento e Colaboração da Comunidade

A interação contínua da comunidade se revela essencial neste processo de combate. Mesmo após a remoção dos caramujos adultos, aumenta a necessidade de vigilância, pois os ovos remanescentes no solo podem eclodir com mudanças climáticas, como calor e chuva. Assim, é vital que os moradores sigam monitorando suas áreas e continuem a coleta toda vez que novos caramujos surgirem.

Para esclarecimentos ou orientações adicionais, a população de Piúma pode consultar a equipe de Vigilância Ambiental da Secretaria Municipal de Saúde. A ação conjunta é crucial para mitigar os impactos que essa espécie invasora pode trazer à região e à saúde de todos os cidadãos.

Fonte: Prefeitura de Piúma

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