Polícia Civil deflagra segunda fase da Operação Apertem o Cinto e prende suspeita de exploração sexual infantil em Marataízes
Na manhã desta terça-feira (10), os Departamentos de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil do Espírito Santo (PCES) e da Polícia Civil do Estado de São Paulo (PCESP) realizaram a segunda fase da Operação Apertem o Cinto. A ação resultou na prisão de uma mulher de 29 anos, em Marataízes, no litoral sul do Espírito Santo.
As investigações foram iniciadas pela 4ª Delegacia de Repressão à Pedofilia do DHPP da PCESP. De acordo com os informes, a suspeita disponibilizava imagens da própria filha, uma criança de apenas três anos, para um piloto de aviação comercial que foi preso em fevereiro deste ano. O piloto, apontado como líder do grupo criminoso, foi o foco inicial das investigações.
Nesta fase da operação, uma equipe conjunta cumpriu um mandado de busca e apreensão na residência da suspeita. O objetivo era recolher o celular da investigada, que era utilizado para enviar as imagens e receber pagamentos pela relação criminosa.
O delegado-geral da PCES, José Darcy Arruda, enfatizou a relevância da colaboração entre as polícias civis dos estados para enfrentar crimes graves como a exploração sexual infantil. “Investigações de tal magnitude reafirmam a importância do trabalho conjunto na responsabilização de todos os envolvidos”, ressaltou.
A delegada Luciana Peixoto, da 4ª Delegacia de Repressão à Pedofilia do DHPP de São Paulo, explicou que essa fase foi desencadeada após a identificação de novas vítimas durante a análise dos dados obtidos na primeira fase da operação. “Conseguimos identificar novas vítimas e pessoas ligadas à produção e distribuição do material de exploração sexual infantil”, disse.
Conforme a delegada, a investigação revelou diálogos que indicavam que o piloto mantinha contato com diversas pessoas e solicitação de conteúdos envolvendo crianças. “As conversas revelaram que ele, em troca de pagamento, pedia esse tipo de material”, detalhou.
A delegada Gabriela Enne, do gabinete do Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DEHPP) da PCES, destacou que a prisão da suspeita resulta do avanço das investigações realizadas em São Paulo. “Identificamos que a mãe da criança residia no Espírito Santo, o que motivou a solicitação da prisão”, afirmou.
Durante a abordagem policial, a suspeita optou por permanecer em silêncio. De acordo com a delegada, ela estava visivelmente envergonhada e evitava explicar a situação a familiares. Enne acrescentou que as investigações demonstraram que o piloto explorava a vulnerabilidade financeira da família para sustentar o esquema criminoso.
Essa operação reafirma o comprometimento das instituições em combater a exploração sexual infantil e garantir a proteção das vítimas, que frequentemente enfrentam situações de grande fragilidade.
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Polícias do ES e SP prendem mulher envolvida em rede de exploração infantil; ela enviava imagens da filha a piloto preso.
Fonte: Polícia Civil-ES.

