A Executiva do Partido Liberal (PL) de Cachoeiro de Itapemirim decidiu que o ex-vereador Léo Camargo deve se desligar da sigla, surpreendendo muitos que o viam como um forte candidato a deputado estadual. O partido alegou que Camargo adotou “posicionamento divergente da orientação da Executiva Estadual”, indicando que a medida visa evitar desgastes na Pré-Convenção Partidária.
No comunicado oficial, que não foi veiculado nas redes sociais do partido, o PL destacou que a decisão foi tomada de maneira “antecipada, transparente e respeitosa”, permitindo que o pré-candidato escolha outro partido. Em resposta, Léo Camargo criticou a decisão “unilateral” do PL, justificando seu apoio à pré-candidatura do deputado estadual Callegari (DC) ao Senado, num contexto em que a sigla está alinhada com a pré-candidatura de Maguinha Malta.
Camargo, que foi vereador de 2021 a 2024 e teve um desempenho expressivo nas últimas eleições, mencionou sua gratidão ao presidente estadual do PL, Magno Malta, e aos militantes do partido. Ele reafirmou seu compromisso com Callegari e com os valores da direita capixaba.
O PL perdeu, assim, um dos seus principais nomes para as eleições. O partido, que já enfrentava desafios com a chapa para deputado federal devido a condenações judiciais da sua principal figura, Gilvan da Federal, viu suas chances de sucesso nas próximas eleições diminuírem com a saída de Camargo. Com a saída de Léo, que pode migrar para o Democracia Cristã (DC), o PL vê sua influência na Assembleia Legislativa reduzir, em um cenário onde já enfrentava adversidades.


