O delegado Romualdo Gianordoli, ex-subsecretário de Inteligência na Secretaria de Segurança Pública, surge como uma figura relevante na recente formação do partido Missão, uma iniciativa do Movimento Brasil Livre (MBL), orientada por pautas de extrema direita. O partido foi aprovado pelo TSE em novembro passado, mas ainda não possui um diretório registrado no Espírito Santo.
No estado, militantes já se mobilizam em torno da nova sigla, evidenciado pela troca de farpas entre Samira, assistente social do MBL, e o vereador bolsonarista Pastor Dinho Souza, que questionou a posição do Missão como um partido de “centro”. Enquanto Samira rebatia, Breno Barcelos, outro porta-voz local, manifestou a necessidade de união da direita e prometeu um “investimento especial” na segurança pública para 2025, alertando adversários sobre possíveis repercussões políticas.
Romualdo Gianordoli, que recententemente deixou seu cargo na Sesp, atraiu atenções ao atribuir sua exoneração a questões políticas ligadas à Operação Baest, que resultou na prisão de um traficante. Em declarações polêmicas, ele insinuou que interesses poderosos abafarão investigações, o que instigou rumores sobre sua futura entrada na política.
De caráter opositor ao governo Lula, o Missão também se distancia do bolsonarismo, tentando estabelecer uma identidade própria. O presidente da sigla, Renan Santos, defende políticas mais repressivas, como projetos de “desfavelização”. A vereadora paulista Amanda Vettorazzo propôs a “Lei Anti-Oruam”, causando polêmica ao restringir recursos públicos para a cultura.
Desde 2014, figuras do MBL têm buscado formar sua própria legenda, mas enfrentaram desafios como denúncias de impugnação de assinaturas durante a coleta. Apesar das controvérsias, o TSE aprovou sua criação, com cerca de 600 mil assinaturas coletadas, muito acima do mínimo exigido.

Fonte: Século Diário

