15 de janeiro de 2026
CulturaPadilha descarta retaliação dos EUA em tarifas na saúde

Padilha descarta retaliação dos EUA em tarifas na saúde

Ministro da Saúde Reitera Não Retaliação em Face dos Tarifaços dos EUA

Em um pronunciamento feito durante um evento na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) nesta sexta-feira (25), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, assegurou que o Brasil não adotará medidas de retaliação contra os Estados Unidos, apesar do recente aumento de tarifas impostas ao Brasil. O ministro destacou a importância de manter a estratégia de negociação, preservando os princípios de parceria público-privada e respeito à propriedade intelectual, uma vez que o país é signatário dos Acordos da Organização Mundial de Saúde (OMS).

“Não vamos mudar qualquer tradição do Ministério da Saúde, apostamos na atração de investimentos internacionais e no respeito à propriedade intelectual”, afirmou Padilha. Ele reconheceu que as novas tarifas, previstas para vigorar a partir de agosto, podem afetar a área da saúde no Brasil, mas ressaltou a reduzida dependência atual do país em relação ao comércio de insumos com os Estados Unidos.

O ministro ainda indicou que o Brasil fortaleceu sua produção nacional nos últimos anos, destacando acordos recentes com a China e a Índia, sob a égide do Brics, que visam à produção nacional de insulina e outras tecnologias essenciais na área da saúde. Como parte desses esforços, foi lançada a chamada pública para credenciar o primeiro Centro de Competência em Tecnologias de RNA do país, evento que contou também com a presença da ministra de Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), Luciana Santos.

A ministra Luciana Santos, durante o evento Saúde Estratégica Brasil – Américas, organizado pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), enfatizou como a dependência experienciada durante a COVID-19 destacou a necessidade de fortalecer ainda mais a capacidade produtiva nacional.

Este movimento em prol da soberania científica e da produção independente pretende não somente aumentar a disponibilidade de tecnologias e terapias avançadas para o Sistema Único de Saúde (SUS) mas também fortalecer as estruturas brasileiras de pesquisa clínica, contribuindo para uma autonomia mais robusta em termos de saúde pública e inovação tecnológica.


Imagens foram obtidas por Tânia Rêgo/Agência Brasil no Rio de Janeiro, durante a Cúpula de líderes do Brics, exibindo o compromisso contínuo com a ciência e inovação no Brasil.

Padilha reafirma que tarifaço não fará Ministério da Saúde retaliar

Agência Brasil

Economia

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