Centro Prisional Feminino de Cariacica Realiza Oficina de Confeitaria e Chocolateria para Internas
O Centro Prisional Feminino de Cariacica (CPFC) promoveu, nesta quarta-feira (08), uma oficina de confeitaria e chocolataria destinadas às internas da unidade. Esta atividade integra o projeto “Mulheres à Mesa”, que chega à sua quinta edição e tem como objetivo capacitar profissionalmente as participantes, além de estimular o empreendedorismo e fortalecer vínculos afetivos, com foco especial no período da Páscoa.
Durante a oficina, as internas aprenderam técnicas de manuseio do chocolate, a têmpera, a montagem de produtos e noções de precificação. Essa capacitação visa incentivar a criação de alternativas que possibilitem a geração de renda futura.
O projeto “Mulheres à Mesa” é resultado de uma parceria entre a Secretaria da Justiça (Sejus) e a voluntária Jeanne Roberta Casagrande, especializada em decoração de mesas e consultoria. Nesta edição, a oficina contou também com a contribuição da empresária Helen Cristina de Mattos Pinheiro, proprietária do Ateliê Doces e Bolos.
Jeanne Roberta destaca o potencial de mercado da iniciativa: “A oficina ensina que empreender é identificar oportunidades. Mesmo em um ambiente de privação de liberdade, elas exercitam o planejamento e a disciplina que um negócio exige, visando a geração de renda futura. O foco é que, ao saírem, elas não apenas busquem um emprego, mas tenham a capacidade de gerar o próprio sustento, quebrando o ciclo de vulnerabilidade.”
Com uma carga de quatro módulos, o projeto já certificou 40 internas na montagem de mesa como negócio. A previsão de encerramento das aulas é para o final deste mês e ainda abrange questões emocionais e comportamentais, promovendo autoestima e a construção de vínculos afetivos à mesa.
“Para uma mulher em regime de privação de liberdade, a mesa é um símbolo de saudade. A oficina resgata memória afetiva. O cheiro do chocolate e o ato de confeitar evocam lembranças da família e dos filhos, humanizando o cotidiano do presídio. Nesse contexto, o projeto ensina que a comida é um ato de cuidado. Ao preparar algo bonito e saboroso, elas recuperam a autoestima e o sentimento de pertencimento”, afirma Jeanne Roberta Casagrande.
Patrícia Castro, diretora do CPFC, ressalta a importância do projeto no cumprimento da pena das internas. “Muitas das mulheres custodiadas nunca se sentaram em uma mesa arrumada, com demonstração de carinho e afeto. Aprender a compor uma mesa com o que se tem de melhor em casa e preparar uma comida com afeto para a família resgata sentimentos valiosos, mudando comportamentos e proporcionando novas perspectivas de recomeço”, destacou.
Essa iniciativa não apenas contribui para o desenvolvimento profissional das internas, mas também intervém na sua ressocialização, oferecendo um novo olhar para o futuro.
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Fonte: Governo ES

