Governo libera R$ 900 mil para combate ao Chikungunya em Mato Grosso do Sul
O Ministério da Saúde anunciou a liberação de uma verba emergencial de R$ 900 mil destinada à região da Grande Dourados, no Mato Grosso do Sul, com o objetivo de fortalecer as estratégias de vigilância, assistência e controle do Chikungunya. Esse valor será transferido em parcela única do Fundo Nacional de Saúde para o fundo municipal, conforme informou a pasta.
A utilização dos recursos será direcionada para a intensificação da vigilância em saúde, controle do mosquito Aedes aegypti, qualificação da assistência à população e apoio às equipes de saúde que atuam na linha de frente. O Ministério detalha que a ação é parte de um conjunto de iniciativas, incluindo a instalação de mil Estações Disseminadoras de Larvicida (EDLs), que são armadilhas capazes de interromper o ciclo de reprodução do mosquito.
Para ampliar a eficácia das intervenções, a Coordenação-Geral de Vigilância de Arboviroses capacitou agentes municipais no manejo dessas novas tecnologias. Adicionalmente, uma força-tarefa tem realizado busca ativa por casos nas aldeias Jaguapiru e Bororó, com apoio da Força Nacional do SUS e da Secretaria de Saúde Indígena, beneficiando diretamente as comunidades com maior vulnerabilidade.
Uma sala de situação foi montada pela pasta na semana passada para coordenar todos os esforços federais de combate à doença. Desde o início de março, mais de 2,2 mil residências nas aldeias foram inspecionadas pelos agentes de saúde, que também executaram mutirões de limpeza e aplicação de larvicidas.
Em caráter emergencial, foram autorizadas contratações temporárias de 20 agentes de combate a endemias, com seleção baseada em análise curricular. Este grupo deverá iniciar suas atividades nas próximas semanas.
Desde o alerta epidemiológico emitido em 18 de março pelo Distrito Sanitário Especial Indígena de Mato Grosso do Sul, a Força Nacional do SUS trabalha em conjunto com equipes locais para mitigar o aumento de casos de arboviroses. Atualmente, 34 profissionais estão mobilizados na região, incluindo médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem, concentrando esforços nas áreas mais afetadas.
A Chikungunya, transmitida principalmente pelo mosquito Aedes aegypti, se manifesta com sintomas de edema e dor articular intensa, podendo requerer internação hospitalar e, em casos graves, levar a óbito. Desde sua introdução no Brasil em 2014, o vírus tem apresentado uma dispersão territorial significativa, com registros em todos os estados do país.
Saúde libera R$ 900 mil para combate ao Chikungunya em Dourados
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