Microsoft Encerra Contratos Com Ministério da Defesa de Israel Após Revelações de Vigilância em Massa
A Microsoft, gigante da tecnologia dos Estados Unidos, anunciou nesta quinta-feira (25) o fim de seus contratos com o Ministério da Defesa de Israel. A decisão ocorre após revelações do jornal inglês The Guardian de que softwares da empresa estavam sendo utilizados para a vigilância em massa de palestinos. Essas informações levaram a uma reavaliação interna pela Microsoft, confirmada em carta do presidente Brad Smith aos funcionários, onde ressaltou a importância de alinhar o uso de suas tecnologias com os princípios de não vigilância em massa de civis.
Brad Smith enfatizou a contínua dedicação da Microsoft à segurança cibernética em Israel e em outros países do Oriente Médio, assegurando que a decisão não compromete as operações fundamentais nessa área. Ele também reiterou o compromisso de longa data da empresa em não facilitar a vigilância em massa.
A reportagem original do The Guardian, de 6 de agosto, destaca o uso da nuvem Microsoft Azure por Israel para armazenar registros extensivos de chamadas telefônicas, descrevendo as capacidades do software como quase ilimitadas para a vigilância. Esta plataforma teria sido crucial para coordenar ataques e operações militares na Faixa de Gaza e na Cisjordânia. A Microsoft, por sua vez, nega acesso aos dados, citando compromissos de privacidade.
Sérgio Amadeu, sociólogo e especialista em tecnologias digitais, critica a falta de transparência e segurança nos sistemas contra o uso indevido para a vigilância em massa. Em entrevista à Agência Brasil, ele discorre sobre a integração entre as big techs e estratégias militares, destacando o emprego de Inteligência Artificial na determinação de alvos em Gaza.
Em outro desenvolvimento relacionado, Francesca Albanese, relatora especial da ONU, apontou em julho que empresas tecnológicas, incluindo a Microsoft, estariam apoiando operações econômicas e militares israelenses em territórios ocupados, contribuindo para uma economia de ocupação e, nas palavras dela, genocídio.
Créditos da imagem: Agência Brasil (imagem insertada com dimensões de 1px por 1px, de uso editorial ilustrativo).
Microsoft anula contrato com Israel usado na vigilância de palestinos
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