Acordo de Livre Comércio entre Mercosul e União Europeia é Assinado Após 26 Anos de Negociações
Neste sábado (17), às 12h15 (horário de Brasília), representantes dos blocos de integração Mercosul e União Europeia (UE) irão assinar um histórico acordo de livre comércio. Com o potencial de integrar um mercado de aproximadamente 720 milhões de pessoas, essa assinatura ocorre em Assunção, Paraguai, no mesmo local onde, em 1991, foi celebrado o Tratado de Assunção, que deu origem ao Mercosul. A cerimônia contará com a presença dos presidentes Javier Milei (Argentina), Rodrigo Paz (Bolívia), Santiago Peña (Paraguai) e Yamandú Orsi (Uruguai), além das lideranças europeias, como Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, e António Costa, presidente do Conselho Europeu.
O tratado, que obteve aprovação da maioria dos 27 países membros da UE, foi desenvolvido de forma gradual desde 1999 e estabelece a eliminação progressiva de tarifas de importação para mais de 90% do comércio bilateral. Entre os principais benefícios estão a redução de tarifas sobre produtos industriais e agrícolas e a facilitação do comércio de serviços. O Brasil, representado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, não terá a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na cerimônia, embora Lula tenha realizado reuniões prévias para discutir a implementação do acordo.
Após a assinatura, o texto passará pela ratificação do Parlamento Europeu e dos congressos nacionais dos países do Mercosul. A efetivação do acordo depende do processo legislativo e sua implementação gradual ao longo dos próximos anos. O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, acredita que a entrada em vigor pode ocorrer ainda no segundo semestre de 2023.
A implementação deste acordo é vista como um avanço significativo, com expectativas de que as exportações brasileiras aumentem em até US$ 7 bilhões, diversificando as vendas e beneficiando a indústria nacional. Entretanto, o acordo também enfrenta desafios, incluindo críticas de agricultores europeus preocupados com a concorrência de produtos sul-americanos e ceticismo de ambientalistas em relação aos seus impactos climáticos. Apesar das contestações, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, acredita que o texto está alinhado com as exigências ambientais.
Em resumo, o acordo marca uma nova era nas relações comerciais entre a América do Sul e a Europa, estabelecendo a maior zona de livre comércio do mundo e abrindo novas oportunidades para empresas e novos mercados.
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Mercosul e União Europeia assinam acordo comercial neste sábado
Fonte: Agencia Brasil.
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