Após superar a decepção de não ter sido convocado para a Copa do Mundo de 2022 no Catar, Matheus Cunha, atacante do Manchester United, teve uma estreia espetacular como titular no Mundial de 2026, marcando dois gols na vitória do Brasil por 3 a 0 sobre o Haiti em Filadélfia. O jogo consolidou a posição da seleção brasileira na liderança do Grupo C.
“Não estar na outra Copa, imaginar que poderia ser tão maravilhoso e estar aqui, fazendo o possível para que realmente seja. Não há nada mais gratificante do que estar realizando este sonho”, disse Matheus Cunha em coletiva de imprensa após a partida de sexta-feira (19).
Embora atue com a camisa 9, geralmente associada aos principais artilheiros, Cunha se destaca por um jogo mais móvel e colaborativo, diferindo do tradicional centroavante. Sua titularidade no jogo veio no lugar de Igor Thiago, conhecido pela sua forte presença na área adversária. Curiosamente, Igor foi um dos primeiros a celebrar com Cunha após seu primeiro gol, um gesto que destaca a camaradagem e o espírito de equipe entre os jogadores.
“A gente se une, torce genuinamente um pelo outro. No outro jogo, torci muito pelo Igor. Essa união torna tudo mais positivo. Crescemos juntos”, comentou Cunha.
O próximo desafio do Brasil será contra a Escócia, em Miami, na quinta-feira (24). Com um empate, o Brasil se garante na próxima fase do torneio. “Temos coisas para melhorar, mas ficamos satisfeitos com nossa performance. Saber sofrer no jogo é muito importante”, analisou Cunha sobre o avanço da equipe.
A escalação de Cunha para o próximo jogo, contudo, não é certa. O técnico Carlo Ancelotti mencionou que a escolha por Cunha contra o Haiti foi estratégica para aquele confronto em particular. “Para esse jogo, a posição dele era boa para criar problemas na defesa haitiana. Pode ser uma opção contra a Escócia, mas ainda podemos mudar”, explicou Ancelotti.
A performance de Matheus Cunha é um exemplo positivo de resiliência e companheirismo, fundamentos que são reiteradamente valorizados na cultura esportiva e de equipe da seleção brasileira. A continuação da Copa do Mundo de 2026 oferece ao Brasil e a Cunha mais oportunidades para brilhar nos campos internacionais.
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