O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em evento recente em São Paulo, reiterou sua crítica ao conflito armado no Irã e aos seus reflexos nos preços dos combustíveis, especialmente do óleo diesel. Diante de uma plateia de estudantes universitários, ele falou sobre os desafios impostos pela guerra no cenário internacional e as consequências diretas para a economia brasileira, destacando a inflação nos preços dos alimentos básicos como resultado do aumento nos custos do combustível.
No evento que marcou as celebrações de aniversários de programas educacionais significativos, como o Programa Universidade Para Todos (Prouni) e a Lei de Cotas Raciais, Lula explicou que o Brasil enfrenta dificuldades adicionais em moderar o preço do diesel após a privatização da BR Distribuidora. Ele assegurou que, apesar dos obstáculos, seu governo adotou e continuará a implementar medidas para estabilizar os preços, contando com o apoio de órgãos fiscalizadores como a Polícia Federal e o Ministério Público.
Entre as medidas tomadas, o governo deve publicar uma Medida Provisória (MP) que prevê um subsídio ao diesel importado, que poderá levar a um desconto de R$ 1,20 por litro. Esta ação espera não só amortecer o impacto do aumento dos preços internacionais sobre os consumidores brasileiros, mas também evitar desabastecimento. O custo das medidas será dividido entre a União e os Estados, com cada parte assumindo metade dos valores.
Além disso, o presidente condenou a postura dos membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU—Estados Unidos, França, Reino Unido, China e Rússia—em relação a conflitos globais, pedindo um compromisso renovado com a paz mundial.
O conflito entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, que já completa um mês, não só complicou o mercado de petróleo, com um aumento aproximado de 50% no preço do barril, como também levanta preocupações ambientais significativas. A situação ainda está longe de ser resolvida, com continuadas hostilidades aumentando a tensão global.
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