Parlamentares do município da Serra enfrentam graves acusações de envolvimento em um suposto esquema de propina. A justiça determinou o afastamento indeterminado de quatro vereadores, incluindo o presidente da Câmara, Saulinho da Academia (PDT), e Teilton Valim (PDT), além de Cleber Serrinha (MDB) e Wellington Alemão (Rede), devido a uma investigação do Ministério Público Estadual (MPES).
A decisão do juiz Gustavo Grillo Ferreira proíbe os acusados de frequentar a Câmara, embora eles permaneçam recebendo salários. As investigações giram em torno de denúncias de que os vereadores negociaram vantagens indevidas para incluir emendas no Projeto de Lei nº 69/2024. O MPES revela que a proposta era vista como “projeto do prefeito”, referindo-se a Luiz Carlos Moreira (MDB), ex-vereador.
Durante uma reunião, os vereadores mencionaram acordos obscuros e tentativas de propinas, comentando que “ninguém é bobo”. Os valores inicialmente oferecidos giravam em torno de R$ 100 mil, com posteriores propostas envolvendo um terreno. Os diálogos gravados, segundo a justiça, demonstram a prática do compadrio político e um sistema de favorecimento ilegal enraizado na Câmara.
O juiz classificou os atos como “gravíssimos” e enfatizou a necessidade de medidas cautelares, dado o risco de continuidade das práticas ilícitas. Além dos vereadores acusados, o ex-vereador Aloísio Ferreira Santana e Luiz Carlos também enfrentam sanções relacionadas às alegações de corrupção.
O escândalo impacta a administração do prefeito Weverson Meirelles (PDT), já que dois membros de seu partido estão implicados. Saulinho da Academia, mais votado nas últimas eleições, e Teilton Valim, ambos em seus segundos mandatos, são vistos como influentes no cenário político estadual. Com a situação, a gestão busca lidar com o desgaste e suas possíveis consequências eleitorais.
Foto de Saulinho da Academia, Cleber Lima, Wellington Alemão e Teilton Valim
Fonte: Século Diário

