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Em meio a um cenário de crescente insegurança digital, onde ataques cibernéticos se tornaram comuns e a carência de especialistas em cibersegurança se amplia, o programa Hackers do Bem, uma iniciativa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) executada pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), anunciou a abertura de 25 mil novas vagas para 2026. A formação, que inclui cursos de nivelamento e básico, busca preparar uma nova geração de profissionais para enfrentar os desafios de um mundo digital cada vez mais vulnerável. Desde o seu lançamento, em janeiro de 2024, mais de 36 mil alunos foram certificados pelo programa, que já se firmou como uma referência na formação em cibersegurança tanto em nível nacional quanto internacional.
De acordo com a organização internacional ISC², o déficit global de profissionais no setor supera 4,8 milhões, refletindo uma urgência que pressiona empresas e órgãos públicos no Brasil a investir na qualificação de mão de obra. Leandro Guimarães, diretor-adjunto da Escola Superior de Redes (ESR), ressaltou a importância da expansão do programa: “São profissionais treinados para identificar vulnerabilidades, prevenir ataques e fortalecer sistemas digitais com ética e responsabilidade. Ao contrário da imagem associada à invasão criminosa, esses especialistas atuam na linha de frente da defesa cibernética”, enfatizou.
Além de focar na formação técnica, o programa também se destaca por sua inclusividade. Tradicionalmente dominada por homens, a área de cibersegurança está ganhando novas vozes, como a de Patrícia Monfardini, de 52 anos, que decidiu mudar de carreira e se especializar em Red Team após enfrentar desafios em sua jornada formativa. “O programa não prepara apenas indivíduos, fortalece toda a sociedade”, afirma Patrícia, que atualmente está se especializando em Engenharia de Software.
Oportunidades e Acesso
As novas 25 mil vagas são abertas a todos, desde estudantes do ensino técnico e médio até profissionais em busca de especialização, sem necessidade de experiência prévia na área. O processo formativo inicia com um curso de nivelamento, seguido pelo básico e conclui com a residência tecnológica, onde os alunos têm acesso a prática em laboratórios e escritório regionais da RNP, com a possibilidade de receber bolsa durante seis meses.
Em um contexto de frequentes vazamentos de dados e fraudes digitais, a formação de especialistas em cibersegurança passou a integrar a agenda estratégica do governo federal. Para Guimarães, o Hackers do Bem não apenas atende à demanda do mercado, mas, acima de tudo, procura consolidar a cibersegurança como uma política pública essencial para fortalecer a soberania tecnológica do Brasil.
Inscrições e Formato do Programa
As inscrições para os cursos do Hackers do Bem podem ser realizadas exclusivamente pelo site oficial: hackersdobem.org.br. A formação proposta busca atender a uma necessidade urgente, capacitando futuros profissionais para desafios reais de segurança e proteção de dados no Brasil.
- Créditos da imagem: Agência Brasil
Hackers do Bem abre 25 mil vagas para formação em cibersegurança
Fonte: Agencia Brasil.
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