Em resposta à crescente necessidade de métodos eficazes de prevenção do câncer de colo do útero, a Fundação do Câncer apresentou uma nova edição do Guia Prático de Prevenção do Câncer de Colo do Útero, em alinhamento com as atividades do Janeiro Verde. Esta atualização, que segue a primeira versão lançada em 2022, marca uma evolução significativa nos protocolos de saúde, ao introduzir mais estratégias avançadas como a transição para o teste molecular DNA-HPV, em substituição ao tradicional exame de Papanicolau, no Sistema Único de Saúde (SUS).
A consultora médica da Fundação, Flávia Miranda Corrêa, explicou que o novo guia não só revisita a vacinação contra o HPV—identificado como o principal causador da doença—mas também detalha a implementação dos testes moleculares, já incorporados ao SUS desde 2024. Este teste promete maior precisão na detecção do HPV oncogênico, capaz de identificar os tipos do vírus com maior potencial cancerígeno. Até o momento, a transição começou em municípios de 12 estados e estenderá gradualmente para mais regiões.
Além disso, a estratégia de enfrentamento ao câncer de colo do útero no Brasil segue firme com três pilares: Vacinação, Rastreamento e Tratamento Oportuno, conforme metas globais estabelecidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Luiz Augusto Maltoni, diretor executivo da Fundação do Câncer, destacou que enquanto o Papanicolau detecta alterações celulares já existentes, o teste molecular antecipa a identificação da presença do vírus, potencializando a prevenção.
O público-alvo do teste DNA-HPV abrange mulheres de 25 a 64 anos no Brasil, mantendo-se alinhado com as faixas etárias já existentes antes da introdução desta nova tecnologia. O guia detalha igualmente os protocolos para o tratamento de resultados positivos, que incluem o encaminhamento imediato para exames adicionais como a colposcopia e, dependendo dos resultados, procedimentos específicos para cada caso.
Com o esforço contínuo na melhoria dos métodos de diagnóstico e tratamento, a Fundação do Câncer espera contribuir significativamente para a redução dos índices de câncer de colo do útero no país, além de alinhar as políticas de saúde do Brasil com as melhores práticas globais.
Para mais informações sobre a prevenção do câncer de colo do útero e detalhes sobre a nova edição do guia, acesse o site oficial da Fundação do Câncer.
[Créditos das imagens: Agência Brasil/EBC]
Guia orienta sobre mudança no rastreamento do câncer de colo do útero
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