Centro Prisional Feminino de Cachoeiro de Itapemirim promove “Semana do Rei Roberto Carlos”
Cachoeiro de Itapemirim, 15 de outubro de 2023 – O Centro Prisional Feminino de Cachoeiro de Itapemirim (CPFCI) dá início, nesta quarta-feira (15) e quinta-feira (16), ao projeto intitulado “Semana do Rei Roberto Carlos”. Esta iniciativa tem como objetivo proporcionar experiências educativas e culturais para cerca de 70 internas, utilizando a música como ferramenta de ensino e promoção da autoestima.
O projeto é resultado da colaboração entre as Secretarias da Justiça (Sejus) e da Educação (Sedu), que se encarrega da educação formal dentro do sistema prisional do Espírito Santo. Durante as aulas de Língua Portuguesa e Informática, o conteúdo pedagógico é combinado com as canções do icônico artista cachoeirense, Roberto Carlos, que celebra seu 85º aniversário neste mês.
As atividades incluem a análise e a produção de letras de músicas, além da criação de paródias, permitindo que as internas reflitam sobre questões sociais relevantes. A proposta visa não apenas valorizar a mulher, mas também abrir espaço para debates sobre violência de gênero, um tema preponderante em diversos contextos, incluindo o ambiente digital.
Mara Cristina Hernandes Garbellotto, pedagoga da escola Jequitibá Rosa, que funciona dentro da unidade prisional, comentou sobre a importância da música no processo de ensino-aprendizagem. Segundo ela, “a prática da música em sala de aula é uma ferramenta importantíssima para a comunicação das reeducandas. Ela auxilia no conhecimento, dá autonomia e incentiva a criatividade das estudantes envolvidas”.
A professora de Língua Portuguesa, Pâmela da Cunha Almeida, reforça que o uso da música torna as aulas mais envolventes. “O projeto vem ao encontro das principais necessidades das alunas, tendo em vista que a música traz mais leveza e harmonia, além de fomentar a reflexão. Ela estimula o cognitivo, o que torna as aulas mais atrativas”.
Parte das atividades da “Semana do Rei Roberto Carlos” inclui apresentações de artistas locais, como Clara Marins e Ronnie Silveira, que favorecem a conexão das internas com a produção musical da cidade natal do cantor. As alunas também participarão da exibição de videoclipes, análises das canções e da leitura das paródias desenvolvidas durante as aulas.
Uma das produções destaca a paródia da música “Esse cara sou eu”, que foi reinterpretada como “Essa mulher sou eu”, oferecendo uma nova perspectiva que valoriza a autoestima, o amor-próprio e a força feminina.
Mikeli Patta Catein, diretora do Centro Prisional Feminino, enfatizou a relevância da ação cultural e educativa como um componente fundamental da ressocialização. “O projeto de música na sala de aula é muito positivo tanto para a aprendizagem das alunas quanto para a segurança da unidade prisional. Trata-se de um trabalho conjunto que transforma comportamentos e propicia reflexões sobre o futuro. A ressocialização deve ser sempre uma prioridade em sala de aula, e é por meio do conhecimento que essas mulheres poderão traçar novas trajetórias ao obterem a liberdade”.
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Fonte: Governo ES

