Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) Adverte sobre Interação com Animais Silvestres
O Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) emitiu uma orientação à população, alertando sobre os riscos de interação com animais silvestres que podem ser encontrados em áreas de acesso público, incluindo praias, praças, Unidades de Conservação, parques e zonas urbanas. A recomendação é clara: mesmo que esses animais aparentem estar calmos ou acostumados com a presença humana, não devem ser tratados como pets.
A aproximação excessiva a esses seres, seja por meio de toques, tentativas de alimentar, oferecer água ou realizar registros fotográficos em proximidade excessiva, pode acarretar sérios riscos. Tais ações não apenas causam estresse aos animais, mas também podem alterar seu comportamento natural, expondo tanto os indivíduos quanto os próprios animais à situações de risco, uma vez que reações defensivas, como mordidas e arranhões, podem ocorrer.
O Iema sugere que os cidadãos mantenham uma distância segura, evitem aglomerações e permitam que os animais tenham liberdade para se afastar de forma espontânea. Nos casos em que um animal se encontre ferido ou em situação de risco, a orientação é contatar imediatamente as autoridades ambientais competentes, como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) ou a Polícia Militar Ambiental, além do próprio Iema. Os cidadãos devem permanecer em locais seguros e, caso estejam em veículos, ativar as luzes de advertência (pisca-alerta) para sinalizar a ocorrência e fornecer a localização.
A conduta inadequada em relação aos animais silvestres pode ser caracterizada como molestamento, uma prática que está sujeita a sanções administrativas conforme a legislação ambiental vigente. Essa situação é especialmente crítica para espécies como a capivara, que tem sido avistada com crescente frequência em ambientes urbanos e praias. Esses animais são protegidos por lei, podem transmitir zoonoses e tendem a adotar comportamento defensivo quando se sentem ameaçados.
Conforme salienta o coordenador de Fauna do Iema, Cosme Damião Valim Carvalho, atitudes que parecem inofensivas podem resultar em consequências graves. “O simples ato de cercar um animal silvestre para fotografias ou interação já caracteriza uma interferência no comportamento natural, podendo resultar em situações de risco e configurar infração ambiental”, aponta.
Finalmente, o Iema reforça que a convivência segura entre seres humanos e fauna silvestre depende do respeito às limitações naturais desses animais. A melhor forma de garantir a segurança da população, preservar a vida silvestre e evitar acidentes é manter uma distância respeitosa e observadora.
Informações à Imprensa:
Assessoria de Comunicação do Iema
Karolina Gazoni
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Fonte: Governo ES

