Espírito Santo Avança na Consolidação de uma Cafeicultura Sustentável e Competitiva
O Estado do Espírito Santo está avançando na construção de uma cafeicultura mais produtiva, sustentável e competitiva por meio do Projeto de Cafeicultura Sustentável. Esta iniciativa integra aspectos essenciais como produtividade, qualidade e responsabilidade socioambiental, visando ampliar a produção nas lavouras, diversificar a oferta de cafés especiais e promover a sustentabilidade da atividade cafeeira no Estado.
O projeto é coordenado pela Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag) e pelo Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes). Com lançamento em 2024, a iniciativa tem previsão para se estender até 2027, com o objetivo de consolidar a cafeicultura capixaba como uma referência global em sustentabilidade, inovação tecnológica e agregação de valor.
Um dos componentes principais do projeto é a assistência técnica e extensão rural direcionada aos produtores de café arábica e conilon. Para participar, os cafeicultores devem procurar o escritório local do Incaper em seu município e solicitar a inclusão de sua propriedade no programa. Após o cadastro, um técnico realiza uma visita para diagnóstico, utilizando 39 indicadores de sustentabilidade alinhados a protocolos internacionais.
Baseado nessa avaliação inicial, é elaborado um plano de ação personalizado que inclui orientações focadas nas dimensões ambiental, econômica e social das propriedades. O objetivo consiste em promover a adequação da sustentabilidade, aprimorar o manejo das lavouras e qualificar as etapas de colheita e pós-colheita. Acompanhamento técnico é realizado durante a implementação das melhorias.
O projeto também promove a transferência de tecnologias através da criação de unidades demonstrativas em propriedades cadastradas. Estas unidades incluem sistemas de manejo de irrigação, microterraceamento, jardins clonais, secagem de grãos e processamento de cafés especiais. Além disso, são organizados dias de campo, cursos, excursões técnicas e eventos específicos para estimular a troca de experiências, a capacitação contínua e a adoção de boas práticas entre os produtores.
Michel Tesch, subsecretário de Estado de Desenvolvimento Rural, ressalta o papel do programa no fortalecimento da posição do Espírito Santo no cenário cafeeiro. “O Programa de Cafeicultura Sustentável organiza e direciona ações estratégicas para que o produtor capixaba avance em produtividade, qualidade e responsabilidade socioambiental. Estamos apoiando o cafeicultor com assistência técnica qualificada, inovação e planejamento, para garantir renda no campo e solidificar a posição do Espírito Santo como referência nacional e internacional na produção de cafés”, afirmou.
Aline dos Santos Silva, gerente de Projetos de Cafeicultura, reitera a importância das práticas desenvolvidas. “As atividades aproximam os produtores das inovações técnicas e permitem a demonstração de manejos mais eficientes, incentivando a adoção de soluções adaptadas à realidade de cada propriedade. A integração entre técnicos, produtores e instituições é decisiva para elevar a produtividade e aprimorar a qualidade do café e a sustentabilidade socioambiental da atividade”, destacou.
Alessandro Broedel, diretor-geral do Incaper, enfatiza que o projeto enriquece a assistência técnica ao produtor e fortalece a cafeicultura capixaba, que é um dos pilares da economia estadual. “Presente em praticamente todos os municípios, a cafeicultura desempenha um papel estratégico na geração de renda e empregos, além de dinamizar o meio rural. O Projeto Cafeicultura Sustentável já alcançou cerca de 6.200 propriedades, o que evidencia sua capilaridade e a confiança dos produtores no trabalho realizado. Esse resultado contribui para o desenvolvimento socioeconômico e para consolidar uma agricultura capixaba mais estruturada, sustentável e competitiva”, acrescentou.
Welington Braida Marré, extensionista do Incaper e um dos coordenadores do projeto, ressalta o caráter técnico e prático da iniciativa. “O diferencial do projeto está no diagnóstico detalhado das propriedades, que permite identificar pontos críticos e orientar intervenções precisas no manejo. Com planos de ação personalizados, acompanhamos desde práticas de conservação do solo e uso eficiente da água, até melhorias na colheita e no pós-colheita, contribuindo diretamente para ganhos de produtividade e qualidade do café”, explicou.
Por meio deste esforço coletivo, o Espírito Santo se estabelece como um exemplo a ser seguido na busca por uma cafeicultura mais sustentável e inovadora, alicerçando seu futuro econômico nas bases da responsabilidade socioambiental.
Fonte: Governo ES

