Governo Central Registra Déficit Primário de R$ 30 Bi em Fevereiro
O Governo Central, que compreende o Tesouro Nacional, a Previdência Social e o Banco Central, enfrentou um déficit primário de R$ 30,046 bilhões em fevereiro. O resultado, divulgado nesta segunda-feira (30) pelo Tesouro, reflete o impacto das pressões do Programa Pé-de-Meia e dos reajustes salariais do funcionalismo público. Apesar do saldo negativo, o valor representa uma ligeira melhora em relação ao mesmo mês de 2025, quando o rombo atingiu R$ 31,598 bilhões. Além disso, o desempenho superou as expectativas do mercado, que previa um déficit de R$ 34,3 bilhões, conforme a pesquisa Prisma Fiscal.
O déficit primário ocorre quando as despesas do governo superam suas receitas, desconsiderando os pagamentos de juros da dívida pública. No acumulado do ano, o governo ainda apresenta um superávit, impulsionado pelo saldamento positivo de janeiro, o que contribui para um equilíbrio parcial nas contas públicas.
Desempenho em Fevereiro
Em fevereiro, as receitas arrecadadas pelo governo totalizaram R$ 157,8 bilhões, um aumento de 5,6% acima da inflação, enquanto as despesas alcançaram R$ 187,7 bilhões, com um incremento de 3,1% na mesma base de comparação. Este cenário indica que, embora a arrecadação tenha crescido em termos reais, ainda foi insuficiente para cobrir todas as despesas governamentais.
Receitas em Alta
O crescimento das receitas foi impulsionado principalmente por uma maior arrecadação de tributos, destacando-se o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins). Ademais, o aumento nas contribuições para a Previdência Social foi um reflexo do crescimento do emprego formal. Apesar dessas altas, houve uma queda nas receitas não administrativas, como os dividendos recebidos de estatais.
Aumento das Despesas
As despesas públicas também registraram crescimento, pressionando o saldo final. Entre os principais avanços, destacam-se os seguintes setores:
- Educação: Aumento de R$ 3,4 bilhões, impulsionado pelo Programa Pé-de-Meia.
- Saúde: R$ 1,4 bilhão a mais.
- Despesas com Pessoal: R$ 2,2 bilhões adicionais devido a reajustes salariais.
- Previdência: Um acréscimo de R$ 1,7 bilhão.
Acumulado do Ano
No acumulado do primeiro bimestre de 2026, o Governo Central ainda exibe um superávit primário de R$ 56,85 bilhões, resultado de uma receita líquida de R$ 430,5 bilhões (aumento de 2,8% acima da inflação) e despesas totalizando R$ 373,6 bilhões (3% acima da inflação).
Meta Fiscal
A meta fiscal estabelecida pelo governo para 2026 é alcançar um superávit de 0,25% do PIB, equivalente a cerca de R$ 34,3 bilhões. O arcabouço fiscal permite uma margem de variação de 0,25 ponto percentual do PIB, o que significa que o resultado primário poderá variar de zero a R$ 68,6 bilhões de superávit. Além disso, uma parte das despesas será excluída do cálculo, como precatórios e certos gastos em áreas fundamentais, como defesa, saúde e educação.
Por fim, os investimentos em obras públicas e na aquisição de equipamentos somaram R$ 9,527 bilhões nos meses de janeiro e fevereiro, representando um aumento de 49,7% em relação ao mesmo período do ano anterior, ajustado pela inflação.
Governo tem déficit de R$ 30 bilhões em fevereiro
Fonte: Agencia Brasil.
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