Nova Pesquisa sobre Envelhecimento Reforça a Necessidade de Políticas Públicas Inclusivas
Em uma colaboração entre a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), foi divulgada nesta terça-feira (26) a terceira onda do Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos (Elsi-Brasil), lançando luz sobre as múltiplas facetas do envelhecimento no Brasil. A pesquisa, que é uma das mais abrangentes do país sobre o tema, agora oferece, através de uma plataforma online, acesso público a cerca de 100 indicadores essenciais que abordam desde condições de vida e funcionalidade até acesso a políticas públicas da população acima de 60 anos.
Os dados coletados mostram que a qualidade de vida da população idosa está profundamente influenciada por aspectos urbanos e sociais. Por exemplo, 42,7% dos idosos em áreas urbanas têm medo de cair devido a irregularidades nas calçadas e vias, um problema que impacta diretamente sua mobilidade e participação social. A preocupação com a segurança em relação à violência também é significativa, com 12,1% dos idosos considerando sua vizinhança muito insegura.
Questões de saúde como a hipertensão arterial sistêmica são preponderantes, afetando 34,4% dos idosos, necessitando de cuidados médicos continuados para evitar complicações graves. A pesquisa também apontou que 20,4% dos idosos enfrentam dificuldades com atividades básicas do dia a dia, o que ressalta a importância do apoio e assistência contínua, especialmente porque apenas uma minoria dos cuidadores recebe treinamento adequado.
O SUS e a Estratégia Saúde da Família surgem como fundamentais no cuidado aos idosos, sendo a principal fonte de atenção à saúde para cerca de dois terços dessa população. Essa base de cuidados é vital para a promoção de um envelhecimento saudável, especialmente em um contexto de desigualdades sociais e econômicas.
O lançamento do painel de indicadores sobre envelhecimento acompanha a iniciativa. Esta ferramenta busca facilitar o acesso a informações detalhadas sobre as condições de vida dos idosos e serve como recurso importante para pesquisadores, gestores públicos e profissionais da área da saúde para monitorar e responder aos desafios do envelhecimento. A plataforma é parte dos esforços alinhados com a Década do Envelhecimento Saudável (2021-2030) da ONU, buscando uma abordagem integrada que reconhece as complexidades do envelhecimento além da mera ausência de doenças.
Créditos das Imagens: Agência Brasil/EBC.
Fiocruz apresenta pesquisa abrangente sobre a saúde dos idosos no país
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