Entidades do Setor Financeiro Defendem Autonomia do Banco Central em Caso do Banco Master
Neste sábado (27), quatro entidades que representam o setor financeiro brasileiro — incluindo bancos, financeiras e fintechs — uniram-se em uma nota conjunta ressaltando a importância da autonomia e da independência do Banco Central (BC) no caso da liquidação do Banco Master. O documento, assinado pela Associação Brasileira de Bancos (ABBC), Associação Nacional das Instituições de Crédito (Acrefi), Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e Zetta, enfatiza que a atuação técnica e regulatória do BC é fundamental para a estabilidade do sistema financeiro nacional. As associações, que representam mais de 100 instituições e cerca de 90% do setor financeiro nacional, expressaram preocupação com os recentes questionamentos sobre as decisões adotadas pelo regulador no processo.
Na nota, as entidades destacam que a supervisão do BC é uma garantia de solidez e resiliência do sistema financeiro, apontando que a redução de sua autoridade pode gerar insegurança jurídica e desconfiança entre depositantes e investidores, especialmente pessoas físicas. “A manutenção de um regulador técnico e independente é indispensável para assegurar que bancos e instituições financeiras operem com níveis adequados de capital e liquidez”, afirmaram. O documento ainda salienta que, mesmo em momentos de crise, como a de 2008 e a pandemia de covid-19, o BC conseguiu manter a estabilidade do setor, com um número reduzido de instituições enfrentando problemas de solvência.
Além disso, a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) também manifestou apoio à independência do BC, considerando que as decisões de liquidação devem ser pautadas em critérios técnicos e prudenciais. Segundo a Anbima, reverter essas decisões comprometeria a confiança nos pilares do sistema financeiro.
As manifestações em defesa do Banco Central ocorrem em um momento crítico, concomitantemente à realização de uma acareação no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre irregularidades envolvendo a liquidação do Banco Master. A audiência, marcada para a próxima terça-feira (30), reunirá o diretor de Fiscalização do BC, Ailton de Aquino Santos, o controlador do Master, Daniel Vorcaro, e o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa. O inquérito busca esclarecer indícios de fraude relacionados à venda do Banco Master ao BRB, sob a supervisão do STF. A íntegra do processo segue em sigilo, após a decisão de Toffoli, que acolheu o pedido da defesa de Vorcaro, enquanto questionamentos sobre a atuação do BC são examinados.
Entidades financeiras defendem atuação do Banco Central no caso Master
Fonte: Agencia Brasil.
Economia

