O Governo do Brasil condenou veementemente as recentes ações dos Estados Unidos na Venezuela, incluindo o sequestro do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, ocorridos no último sábado. Em uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU nesta segunda-feira, o embaixador brasileiro, Sérgio França Danese, destacou que tais ações colocam em risco a paz em toda a América do Sul.
Segundo Danese, a história sul-americana já foi marcada por intervenções que resultaram em regimes autoritários e violações de direitos humanos, um passado que a região se esforça para não reviver. Ele reforçou que “O recurso à força evoca capítulos sombrios da histótia e compromete a manutenção da América do Sul como uma zona de paz”.
O posicionamento do Brasil no encontro foi de que os atos dos Estados Unidos violam princípios fundamentais da Carta das Nações Unidas que proíbem a utilização da força contra a integridade territorial ou a independência política de qualquer estado. “Estas normativas são claras e não proporcionam exceções que justifiquem alterações em governos através da força ou exploração de recursos”, afirmou o diplomata brasileiro.
Além do Brasil, outros países da América Latina como Colômbia e Cuba também manifestaram desaprovação às ações norte-americanas, citando violações ao direito internacional e possíveis consequências desastrosas para a humanidade e estabilidade regional. A embaixadora colombiana Leonor Zalabata Torres e o diplomata cubano Ernesto Soberón Guzmán expressaram preocupações similares, destacando os efeitos humanitários e o risco de instabilidade.
Em contrapartida, a Argentina foi um dos poucos países a apoiar a ação militar dos EUA, com o embaixador Francisco Fabián Tropepi destacando a operação como um avanço significativo na luta contra o narcoterrorismo e uma chance para o restabelecimento da democracia na Venezuela. Tropepi relembrou eventos recentes como a concessão de asilo a líderes da oposição venezuelana e a firme postura de seu país no contexto internacional.
Esse complexo cenário internacional continua a reverberar pelas instâncias diplomáticas, confirmado pelos intensos debates e posicionamentos expressos na recente reunião do Conselho de Segurança da ONU. Agora, o mundo observa atentamente os próximos capítulos dessa situação crítica na Venezuela e suas repercussões globais. Imagens relacionadas a esta matéria podem ser encontradas na Agência Brasil, créditos à EBC.Em uma manifestação marcada por tensões diplomáticas e preocupações regionais, o governo brasileiro expressou severa condenação à recente ação militar dos Estados Unidos na Venezuela, incluindo o sequestro do presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, ocorrido no último sábado. O evento foi discutido numa reunião emergencial do Conselho de Segurança da ONU, realizada nesta segunda-feira, onde o embaixador brasileiro Sérgio França Danese destacou os riscos dessa intervenção para a estabilidade da América do Sul.
O diplomata enfatizou a importância de preservar a região como uma zona de paz, lembrando das consequências históricas das intervenções armadas que levaram a regimes autoritários e violações de direitos humanos na América Latina. Danese reiterou o compromisso do Brasil com a paz e a não intervenção, criticando a violação das normas internacionais que proíbem o uso da força contra a integridade territorial ou a independência política de qualquer Estado, conforme estabelecido pela Carta da ONU.
Segundo o representante do Brasil, a autodeterminação da Venezuela deve ser decidida pelo seu povo, através do diálogo e sem interferências externas, respeitando o direito internacional. Danese também refutou a ideia de que os fins justificam os meios, uma postura que rejeita as intenções de configurar um governo alinhado com interesses externos.
Outros países da região, como Colômbia e Cuba, também condenaram as ações dos Estados Unidos, expressando preocupações semelhantes. A embaixadora colombiana Leonor Zalabata Torres falou sobre os riscos dessas ações para a estabilidade regional e os efeitos humanitários devastadores que podem transcender as fronteiras venezuelanas. Ernesto Soberón Guzmán, diplomata cubano, acusou os EUA de buscar o controle dos recursos naturais venezuelanos e repudiou as acusações de atividades secretas cubanas na Venezuela.
Por outro lado, a Argentina se destacou ao defender a ação militar americana. O embaixador argentino na ONU, Francisco Fabián Tropepi, classificou o sequestro de Maduro como um passo decisivo no combate ao narcoterrorismo e uma oportunidade para a recuperação da democracia na Venezuela. Tropepi também mencionou ações do governo argentino em apoio à oposição venezuelana, reafirmando o compromisso de seu país com a denúncia da situação na Venezuela em foros internacionais.
As opiniões divergentes entre os países sul-americanos refletem a complexidade e a gravidade dos desafios enfrentados pela região, que continuará a ser um ponto focal nas discussões globais sobre intervenções militares, soberania e direitos humanos. Imagens relacionadas à essa cobertura podem ser encontradas através da Agência Brasil, com créditos atribuídos à EBC.
Ação dos EUA na Venezuela ameaça paz na América do Sul, diz embaixador
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