Em um contexto de tensionamentos geopolíticos significativos, especificamente a invasão da Venezuela e o sequestro do seu presidente Nicolás Maduro, o mercado financeiro brasileiro demonstrou uma surpreendente resiliência nesta segunda-feira. O dólar comercial fechou o dia cotado a R$ 5,405, marcando uma queda de R$ 0,018 (equivalente a -0,84%), o que representa o menor valor da moeda norte-americana desde 12 de dezembro do ano passado. Paralelamente, o Ibovespa, principal índice da bolsa de valores brasileira, B3, ascendeu a 161.870 pontos, com um incremento de 0,83%, alcançando o maior valor desde 15 de dezembro.
No início da manhã, o dólar mostrou volatilidade, inicialmente em alta, cotado a R$ 5,45, mas reverteu a tendência em seguida, acompanhando movimentos semelhantes observados no cenário internacional. Este comportamento pode ser atribuído a antecipações do mercado relacionadas à potencial queda nos preços do petróleo, influenciada pelo aumento da produção na Venezuela. Isso tende a ter um efeito deflacionário nos Estados Unidos, mitigando futuras pressões inflacionárias e criando um ambiente propício para redução das taxas de juros pelo Federal Reserve (Fed), o banco central norte-americano, prevista para o início de 2026.
As ações que mais se valorizaram no mercado brasileiro incluíram principalmente os setores bancário e de mineração. O desempenho positivo destas ações e a relativa estabilidade do mercado podem refletir uma percepção dos investidores de que a invasão poderia, paradoxalmente, resultar em uma dinâmica econômica global mais favorável aos mercados emergentes, com o possível influxo de capital à medida que os juros em economias desenvolvidas decresçam.
(conteúdo baseado nas informações fornecidas pela agência de notícias Reuters)
Dólar cai para R$ 5,40 após invasão à Venezuela
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