EconomiaCopom define Selic em reunião marcada por guerra e inflação alta

Copom define Selic em reunião marcada por guerra e inflação alta

Copom se Reúne em Meio a Incertezas no Cenário Econômico Global e Alta da Inflação

Com a pressão da guerra no Oriente Médio impulsionando os preços dos combustíveis e a inflação, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil se reúne nesta quarta-feira (29) para discutir a taxa básica de juros, a Selic. Atualmente fixada em 14,75% ao ano, os analistas de mercado esperam uma nova redução de 0,25 ponto percentual, o que continuaria a tendência de queda iniciada na última reunião, apesar das incertezas econômicas globais. A reunião ocorre em um contexto onde o impacto da alta do petróleo e o comportamento inflacionário tornam-se fatores críticos para as decisões do Copom.

As reuniões do Copom são essenciais para o controle da inflação e da política monetária do Brasil. A reunião desta quarta contará com um quórum reduzido, pois dois diretores cujos mandatos se encerraram ainda não foram substituídos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e, além disso, um deles está ausente devido a um falecimento familiar. Essa circunstância pode influenciar a dinâmica e as discussões internas sobre o futuro da Selic.

Na última ata da reunião, o Copom deixou em aberto a continuidade do ciclo de cortes na taxa, afirmando que as decisões serão orientadas pelas novas informações e pela evolução da economia. O boletim Focus, que compila as previsões de economistas, aponta que a inflação para 2026 elevou-se para 4,86%, um resultado influenciado pelo conflito em curso, superando assim o teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 4,5%.

A prévia da inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), mostrou uma aceleração para 0,89% em abril, refletindo a alta nos preços de combustíveis e alimentos. A prévia acumulada nos últimos 12 meses chegou a 4,37%, indicando um aumento em relação aos 3,9% registrados em março, o que gera preocupação em relação aos objetivos de controle inflacionário do Banco Central.

O Copom, que se reúne a cada 45 dias, utiliza a Selic como principal instrumento de política monetária para controlar a inflação. Um aumento na taxa geralmente busca desacelerar a demanda e conter a pressão inflacionária, encarecendo o crédito. Em contraste, a redução da Selic geralmente busca estimular o consumo e a produção econômica, facilitando o acesso ao crédito.

Essa reunião do Copom é crucial, não apenas pela definição da Selic, mas também pela forma como a política monetária pode responder a um cenário internacional volátil e às demandas internas por estabilização econômica. A expectativa é que a decisão do comitê seja anunciada no início da noite.

Copom decide Selic em meio a guerra e inflação acelerando

Fonte: Agencia Brasil.

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