Petróleo atinge alta expressiva impulsionado por tensões no Oriente Médio
Na última sexta-feira, os preços do petróleo nos Estados Unidos registraram um aumento significativo de mais de 12%, embora ainda inferiores aos do Brent. Esta valorização ocorre em um contexto de oferta limitada do Oriente Médio, especialmente após o fechamento do Estreito de Ormuz, devido ao escalonamento do conflito armado entre EUA, Israel e Irã.
Os contratos futuros do petróleo Brent fecharam a sessão a US$ 92,69 por barril, subindo US$ 7,28, ou 8,52%. Simultaneamente, o petróleo bruto West Texas Intermediate (WTI) alcançou US$ 90,90 por barril, com um acréscimo de US$ 9,89, ou 12,21%. Pela segunda vez consecutiva, os ganhos no petróleo dos EUA ultrapassaram os do Brent, refletindo um dinamismo peculiar no mercado atual.
De acordo com Giovanni Staunovo, analista da UBS, a busca por barris alternativos intensificou-se. “Os refinadores e as casas comerciais estão à procura de opções, com os EUA posicionados como um grande produtor global”, explicou. Esta busca visa equilibrar os estoques americanos, evitando uma redução acelerada devido à elevada demanda de exportações.
Janiv Shah, da Rystad Energy, atribuiu a disparidade entre os ganhos do WTI e do Brent à atuação das refinarias na Costa do Golfo dos EUA, que exploram margens e oportunidades de arbitragem com a Europa, além de implementações políticas em Washington que afetam os futuros.
Com o persistente conflito no Oriente Médio e a obstrução das rotas comerciais por meio do Estreito de Ormuz, o fornecimento global de petróleo enfrenta desafios severos. Cerca de 20% da demanda mundial de petróleo circula diariamente por essa rota crucial, com as infrações recentes resultando na retenção de aproximadamente 140 milhões de barris que não puderam ser comercializados, correspondendo a cerca de 1,4 dia da demanda global.
John Kilduff, da Again Capital, alertou para um cenário preocupante: “O pior cenário possível está se desenvolvendo diante de nossos olhos.” Ele sugere que, com as tensões no Oriente Médio e a suspensão das operações de exportação prometida por líderes como o ministro de energia do Catar, o preço do barril poderia alcançar até US$150.
Não obstante o contexto difícil, a demanda por petróleo continua robusta, pressionando os mercados e as políticas energéticas globais. (Informações coletadas de https://agenciabrasil.ebc.com.br/ e traduzidas para os fins deste artigo).
Guerra contra o Irã faz petróleo dos EUA saltar 12%
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