Às vésperas do carnaval, o Ministério da Saúde intensificou a divulgação sobre a relevância dos preservativos e de métodos preventivos contra infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Com o lema “Carnaval com prevenção. Antes, durante e depois da folia, é o Governo do Brasil do seu lado”, a campanha visa especialmente os jovens e adultos jovens.
Nos últimos três meses, a distribuição de preservativos alcançou um total de 138 milhões de unidades nos estados, incluindo as novas versões texturizada e ultrafina, recentemente adotadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) a partir de 2025. Dos distribuídos, cerca de 132 milhões são preservativos externos e 3,8 milhões são internos, fabricados em látex ou nitrílica.
O Ministério da Saúde destaca que a introdução das novas versões de preservativos busca aumentar a adesão a esses métodos, essenciais na prevenção do HIV, hepatites virais, sífilis e outras ISTs, e também na prevenção de gravidezes não planejadas.
Apesar dos esforços, dados da pasta indicam que 60% dos brasileiros não utilizam preservativos durante as relações sexuais, um declínio preocupante, especialmente entre os jovens. De acordo com a última Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2019, apenas 22,8% dos entrevistados afirmaram usar preservativos em todas as relações sexuais.
Em face a essa redução, que segue uma tendência mundial, o Ministério salienta a diversificação da oferta de preservativos como estímulo ao uso contínuo e adequado. Para um carnaval seguro, o órgão também reforça a importância de medidas adicionais de proteção, como a vacinação contra hepatites e a disponibilidade de profilaxias pré e pós-exposição (PreP e PEP), serviços todos acessíveis através do SUS.
Além dos métodos de prevenção a ISTs, o Ministério da Saúde aconselha os foliões a se hidratarem, usarem protetor solar, vacinarem-se contra a febre amarela se necessário, e procurarem uma unidade de saúde em caso de emergência durante o carnaval.
Carnaval: governo reforça uso de camisinha para prevenção de doenças
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