Renúncia e Possível Extradição: O Caso de Carla Zambelli
A Câmara dos Deputados anunciou neste domingo a renúncia da deputada Carla Zambelli (PL-SP). A comunicação foi feita à Mesa Diretora e prepara o terreno para a posse do suplente, Adilson Barroso (PL-SP), já nesta segunda-feira, conforme divulgado pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).
A saída de Zambelli ocorre logo após uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que na última sexta-feira confirmou a cassação imediata de seu mandato. Os ministros da Primeira Turma do STF, por unanimidade, rechaçaram uma votação anterior da Câmara que havia rejeitado essa cassação, mantendo-a em seu cargo por 227 votos a 110.
O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, anulou a resolução da Câmara que mantinha Zambelli como deputada, classificando a deliberação como inconstitucional. Segundo Moraes, a Constituição prescreve que cabe ao Judiciário determinar a perda do mandato de um parlamentar condenado em decisão definitiva, devendo o legislativo apenas formalizar esta decisão.
Antes desta tumultuada sequência de eventos legislativos e judiciais no Brasil, Carla Zambelli foi presa em Roma, Itália, onde tentava escapar após a emissão de um mandato de prisão contra ela pelo próprio ministro Moraes. Condenada pelo STF a 10 anos de reclusão por invadir o sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça em 2023, Zambelli, detentora de dupla cidadania, buscava asilo político. A sua situação perante a Justiça italiana será decidida em uma audiência marcada para a próxima quinta-feira, onde se discutirá a extradição solicitada pelo governo brasileiro.
[Créditos das imagens: Agência Brasil]
Carla Zambelli renuncia ao mandato; Câmara dará posse ao suplente
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