O líder indígena Cacique Raoni Metuktire, aos 93 anos, foi readmitido na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital São Paulo, vinculado à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) nesta quarta-feira (1º de dezembro). Raoni, que enfrentou uma hemorragia digestiva severa na terça-feira anterior, foi submetido a um tratamento emergencial que incluiu endoscopia e procedimentos específicos para estancar o sangramento.
De acordo com a equipe médica que acompanha o cacique, embora sua situação tenha requerido o retorno à UTI, Raoni encontra-se sem febre e respira de maneira autônoma, sem a necessidade de aparelhos de suporte respiratório. Além disso, ele permanece consciente, o que é um bom indicativo em seu quadro geral de saúde.
Durante a avaliação médica, foi também detectado um acúmulo de líquidos na região do pulmão direito. A equipe conseguiu drenar o líquido sem maiores complicações, o que contribuiu para evitar qualquer deterioração adicional em seu estado.
Raoni foi inicialmente hospitalizado no dia 15 de junho em estado grave no Hospital e Maternidade Dois Pinheiros, localizado em Sinop, Mato Grosso. Após uma estabilização e tratamento intensivo de quatro dias, sua transferência para São Paulo foi realizada para que ele recebesse cuidados especializados no Hospital São Paulo da Unifesp.
O motivo de sua internação inicial foram complicações advindas de uma obstrução intestinal alta e pneumonia aspirativa. Como parte de seu tratamento, ele passou por uma cirurgia intestinal no dia 20 do mesmo mês, cuja recuperação ainda está em curso.
O Cacique Raoni é uma figura emblemática na luta pela preservação dos direitos indígenas e do meio ambiente no Brasil, sendo conhecido internacionalmente por seu ativismo. As informações sobre sua saúde são acompanhadas com expectativa e preocupação, refletindo sua importância para diversas comunidades e seguidores ao redor do mundo.
Cacique Raoni volta para unidade de terapia intensiva
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